Depois da polêmica cobrança da taxa do lixo, que elevou, e muito, o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande em 2018, os números foram recalculados e os proprietários dos 416.894 imóveis passíveis do recolhimento começam a receber os boletos já em abril, para pagamento até o dia 20 do mesmo mês.
De acordo com a prefeitura, 87% da população pagará até R$ 200 pelo tributo. O restante ou é isento, ou pagará mais de R$ 200,00.
A taxa passou a vigorar para pagar parte do contrato da prefeitura com a CG Solurb, concessionária que gerencia os resíduos sólidos na Capital. Dos R$ 85 milhões totais da contratualização, R$ 65 milhões são referentes efetivamente à coleta de lixo. E é exatamente esse último valor que está sendo arrecadado por meio da tributação.
O secretário de Governo, Antônio Lacerda, explicou que, com a confusão sobre a cobrança no começo deste ano, os três primeiros meses de 2018 serão custeados pela própria prefeitura e que R$ 59,7 milhões devem ser arrecadados até dezembro.
A partir de 2019, quando a cobrança for normalizada e calculada de acordo com os 12 meses do ano, a expectativa é de que os R$ 65 milhões sejam efetivamente custeados pela população. “Com esses três meses de lapso temporal, a expectativa de arrecadação é menor”, explicou.
GRANDES GERADORES
Os 18 mil imóveis comerciais e industriais de Campo Grande devem pagar R$ 8 milhões em taxa até o fim do ano.
O secretário Antônio Lacerda sustenta que em toda a Capital são 416.894 imóveis que contribuirão com a taxa, dos quais aproximadamente 1% é isento. No entanto, a maior parte da arrecadação esperada para este ano provém dos imóveis residenciais, que somam cerca de 304 mil e devem contribuir com R$ 36 milhões.
*Leia reportagem, de Lucia Morel e Leandro Abreu, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.