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LAVA-JATO

Para Maia, prisão de Lula não pode ser festejada, mas ele teve direito de defesa

Para Maia, prisão de Lula não pode ser festejada, mas ele teve direito de defesa

Redação

05/04/2018 - 19h30
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O presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (5) que aqueles que têm "responsabilidade pública, em qualquer nação, não podem celebrar a ordem de prisão de um ex-presidente da República". 

O pré-candidato se manifestou sobre a decisão do juiz Sergio Moro, que determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se apresente à Polícia Federal até as 17h desta sexta-feira (6). A decisão ocorre um dia após o STF (Supremo Tribunal Federal) negar o pedido de habeas corpus da defesa do petista.  

Em nota, Maia afirmou, porém, que o mandado de prisão "decorreu de um processo submetido à mais alta Corte do Poder Judiciário, em que foi respeitado o amplo direito de defesa". 

"O Brasil é uma democracia madura onde as instituições funcionam plenamente", diz o texto, que pede que as manifestações "em relação ao mandado de prisão precisa respeitar a ordem institucional". 

Outros presidenciáveis também se posicionaram a respeito da decisão. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ser "lamentável" a decretação da prisão de um ex-presidente, mas disse que a determinação de Moro simboliza "uma importante mudança que vem ocorrendo no Brasil: o fim da impunidade. A lei vale para todos", escreveu. 

O pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, afirmou que "haverá resistência" à prisão e convocou movimentos sociais para mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). 

Pré-candidata do PC do B, Manuela D'Ávila também chamou, nas redes sociais, a militância para a manifestação contrária à prisão. "Seguimos juntos, Lula! O Brasil vale a luta!", escreveu. 

Já o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ainda não se posicionou. De acordo com a sua assessoria, o deputado está em viagem, mas deve fazer declaração sobre a prisão. Na quarta (4), ele participou de ato contra o habeas corpus na frente do Congresso Nacional, em Brasília. 

Procurado, o Palácio do Planalto não quis se manifestar. 

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