Começa na próxima segunda-feira, 9, o atendimento a alunos da Rede Municipal de Ensino com ações da 5ª Campanha Nacional de Hanseníase e Geo-helmintíases. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e a Semed (Secretaria Municipal de Educação) estimam atender cerca de 72.511 mil alunos da Reme na faixa etária entre cinco e 14 anos.
De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, a Campanha acontecerá até junho e busca fortalecer as estratégias no âmbito escolar para promover a melhoria do acesso ao diagnóstico precoce e tratamento das doenças consideradas em eliminação como a hanseníase e as verminoses.
Ações educativas vão conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do diagnóstico precoce da hanseníase, proporcionar esclarecimentos sobre a cura, proteção e auxilio na identificação de sinais e sintomas, bem como favorecer o tratamento imediato. Além disso, há meta de reduzir a carga parasitária de geo-helmintíase.
Professores contarão com material paralelo sobre as doenças para trabalhar em sala de aula e técnicos da Sesau farão o preenchimento de ficha de autoimagem sobre a hanseníase e entrega da carteira de medicação com administração do medicamento Albendazol, para o tratamento coletivo das geo-helmintíases.
Fichas de autoimagem
As fichas de autoimagem sobre a hanseníase serão preenchidas pelas famílias e retornarão à escola. No documento são preenchidos os sinais e sintomas sugestivos de hanseníase, bem como, sobre o histórico familiar da doença. Na presença de lesões sugestivas, o agente comunitário de saúde da unidade de saúde próxima à residência do escolar entregará o encaminhamento com local, data e horário agendado para exame médico, onde poderá ser confirmado o diagnóstico de hanseníase, com início imediato do tratamento.
O informativo aos pais é um termo de consentimento que o pai deve assinalar se aceita ou não aceita que o escolar seja medicado com o albendazol (verminoses) e se pode ser avaliado para identificar a hanseníase.
As doenças
No Brasil a hanseníase ainda persiste como problema de saúde pública, sendo que Mato Grosso do Sul é o 12º estado brasileiro com maior coeficiente de detecção de casos novos em todo país e o 20º no que se refere ao coeficiente de detecção de menores de 15 anos.
A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito e distribuído na rede pública de saúde.
Já as verminoses, se não forem tratadas, contribuem com a redução no desenvolvimento físico e mental da criança, além de apresentar uma diversidade de quadros que incluem diarréia, dores abdominais, inapetência, perda de peso, até complicações como a formação de granulomas e processos obstrutivos que exigem intervenção cirúrgica.