Aproximadamente 200 pessoas simpatizantes e apoiadoras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão em vigília no canteiro central da Avenida Afonso Pena, esquina com a rua 14 d eJulho, em Campo Grande. Manifestação é contra a decisão do juiz federal Sérgio Moro de prender o líder do PT.
Concentração começou por volta das 14h. Grupo acompanhou do local os desdobramentos do prazo que o ex-presidente tinha para se apresentar na Polícia Federal em Curitiba. O prazo terminou às 17h e o petista não se entregou.
Após esse horário, ônibus chegaram com mais manifestantes e grupo promete acompanhar possível pronunciamento de Lula no local.
Com faixas de movimentos sociais e sindicalistas, além de cartazes em apoio à Lula, grupo se reveza no uso de microfone, onde são feitos pronunciamentos de apoio.
“Deixamos os nossos afazeres porque a gente não vai deixar nunca um guerreiro igual o Lula passar pelo que ele está passando e ficar quieto. Nós vamos até o fim com ele. Assim como ele faz nós estamos fazendo aqui, não se entregar nunca. Pátria livre venceremos”, disse o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em MS, Prezão.
“Os trabalhadores da cidade e do campo estão se manifestando e os companheiros do Movimento Sem Terra, ocupando diversas rodovias nesse país em defesa não só do presidente Lula, da sua história, do seu legado, mas em defesa da democracia”, afirmou o vereador petista, de Coxim, Vladimir Pereira.
DEFESA LULA
Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Cláudio Pereira de Souza Neto e Ademar Borges de Sousa Filho ingressaram nesta quinta-feira (5) com um pedido de liminar (decisão provisória) para que não sejam presos condenados cuja sentença não tenha transitado em julgado, isto é, não tenham sido esgotados todos os recursos em todas as instâncias da Justiça.
Segundo os advogados, o pedido é motivado pelo resultado do julgamento da última quarta-feira (4), no qual, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal decidiu não conceder habeas corpus preventivo pedido pela defesa a fim de evitar a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4), de segunda instância. A defesa de Lula informou que adotará "todas as medidas legalmente previstas" para impedir a prisão