Cidades

Rádio CBN

Jornalista é agredido dentro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Jornalista é agredido dentro do<br> Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Redação

07/04/2018 - 14h48
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O repórter da Rádio CBN de São Paulo Pedro Durán foi agredido na manhã deste sábado (7) por um manifestante, ainda não identificado, no momento em que o jornalista fazia a cobertura dentro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). O repórter relatou que foi abordado pelo homem que teria pedido que ele se retirasse do local e que não era “bem-vindo”.

Pedro Durán, ao lado de outros jornalistas, tinha entrevistado o ex-ministro do governo Lula Celso Amorim quando foi empurrado pelo manifestante, que tentou atirar objetos, como garrafas e até a própria grade de proteção que isolava a imprensa.

A confusão, registrada por vários veículos de imprensa, só foi controlada depois que os deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Carlos Zarattini (PT-SP), além do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, retiraram Durán do local.

O repórter teve um arranhão no braço e saiu do prédio pelo subsolo. Ele continua na cobertura do lado de fora do sindicato. 

Agressões

O ataque ao repórter não foi o primeiro na cobertura sobre a ordem de prisão expedida pelo juiz federal Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última quinta-feira (5), durante protesto em frente à Central Única dos Trabalhadores (CUT), no centro de Brasília, uma equipe do jornal Correio Braziliense – uma repórter, uma fotógrafa e um motorista – tiveram o carro em que estavam depredado. Uma equipe do SBT e um repórter fotográfico da Agência Reuters também foram agredidos.

Ontem (6), em São Bernardo do Campo (SP), o jornalista Nilton Fukuda, repórter da Agência Estadão Conteúdo, e a jornalista Sônia Blota, da Band, foram agredidos ao registrarem manifestações em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ambos foram atingidos por ovos jogados pelos manifestantes.

Reação

As agressões a jornalistas registradas durante a cobertura de protestos em São Paulo e Brasília geraram reações de entidades de imprensa. Ontem (6) em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ) ressaltam que não há justificativa para a violência nem para atentados à liberdade de imprensa.

Em outra nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiou os atos de agressão. “A Fenaj reitera que agressões a jornalistas são injustificáveis. Também reafirma sua defesa das liberdades de expressão e de imprensa e do jornalismo como atividade essencial à democracia e à constituição da cidadania. Não há verdadeira democracia sem jornalismo e não há jornalismo sem jornalistas.”

A Associação Brasileiro de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou em defesa da liberdade de imprensa e contra qualquer tipo de violência.

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