O secretário Municipal de Saúde de Dourados, Renato Vidigal, anunciou que o contrato com a empesa Intensicare para a administração dos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital da Vida deverá passar por uma revisão devido aos valores estarem acima do que é cobrado pelo mercado.
Vidigal afirmou que o contrato foi feito pela prefeitura na gestão passada e, apesar dos serviços serem de ótima qualidade na sua avaliação, o preço cobrado pela empresa está acima dos valores médios praticados em Mato Grosso do Sul.
Para gerenciar os 20 leitos de UTI do Hospital da Vida, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todos os municípios da Grande Dourados, a prefeitura paga R$ 1,008 milhão mensais enquanto que a média paga em Mato Grosso do Sul fica em torno de R$ 930 mil.
No início da semana, a Intesicare chegou a ameaçar a suspensão do atendimento das UTI por causa de uma dívida não paga pela Prefeitura no valor de R$ 8 milhões.
Um acordo feito entre a prefeitura e a Intensicare com a intervenção do Ministério Público afastou uma possível suspensão. A prefeitura vai pagar a dívida em 32 parcelas.
Renato Vidigal explicou que além de pagar o valor mensal superior a R$ 1 milhão, todo suporte médico de especialidades fornecido dentro das UTIs é pago pela Fundação de Serviços de Saúde (FUNSAUD), órgão ligado a prefeitura.
O secretário acrescentou que a prefeitura também paga pelo oxigênio, laboratório, alimentação, lavanderia e produtos de limpeza usados dentro das UTIs. “A Intensicare não arca com estes custos”, reclamou.
Uma crise ente a prefeitura e a Intensicare começou quando o secretário Renato Vidigal, ao tomar conhecimento do valor abusivo do contrato, solicitou á empresa um desconto de 30% nos valores que não foi aceito pela direção da Intensicare. Ao avisar a Intesicare que o contrato seria revisto, Vidigal afirma que a empesa ameaçou interromper por sete dias o serviço.
“A empresa exige a renovação do contrato sem nenhuma alteração”, disse Vidigal ao lamentar que “foi só a empresa temer a revisão do contrato é que usaram a imprensa para divulgar a dívida que já está acordada”, disse.