Mario Márcio Alves da Costa Vitoriano vai a júri popular na manhã desta segunda-feira, a partir das 8 horas, na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, pela morte de Franklyn Salles Santa Rita, ocorrida no dia 28 de julho de 2016, em frente a uma residência na Rua Ana América, na Vila Planalto. Além dele, também serão julgado a esposa, Rosângela Márcia Vilalva e Thiago Henrique Vilalva Saavedra, por posse ilegal de arma de fogo.
Consta nos autos que, anteriormente aos fatos, Mario e a vítima haviam se desentendido, motivo pelo qual o réu entrou em contato com Thiago, pedindo-lhe que emprestasse uma arma de fogo para ser usada no acerto de contas. Além de emprestar a arma, Thiago foi ao local do crime. Na ocasião, antes de deslocar-se até a residência da vítima, Mario teria conversado com sua esposa Rosângela, informando sobre suas intenções.
Assim como Thiago, Rosângela não apenas concordou, como acompanhou o marido. Consta do inquérito policial que, ao chegar ao local, Mario chamou pela vítima, porém não houve resposta. Em seguida, outra pessoa que reside mesmo terreno da vítima, chamou por ela, alegando Mario queria conversar. Quando Franklyn atendeu e apareceu em frente à sua residência, Rosângela provocou o marido e disse as seguintes palavras: “Acaba logo com isso, o que você está esperando”.
Em seguida, Mario sacou o revólver e atirou na direção de Franklyn, que não resistiu e morreu. Foi relatado que, após o crime, o autor dos disparos teria repassado a arma para que sua esposa escondesse, sendo que esta se dirigiu até a residência em que trabalhava como babá e a teria escondido na bolsa da criança que cuidava. Quanto à arma, consta da denúncia que Thiago adquiriu o revólver, calibre 38, aproximadamente um ano antes dos fatos, pagando por este o valor de R$ 1.500.