Cidades

MEIO AMBIENTE

Lixo jogado de forma irregular prejudica vida selvagem no Lago do Amor

A região abriga capivara, jacaré, e até tuiuiú, ave símbolo do Pantanal

Redação

16/08/2018 - 13h00

Animais que vivem na região do Lago do Amor, um dos pontos turísticos de Campo Grande localizado no Campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), estão ameaçados com o descarte irregular de resíduos no local. Isto porque os bichos, como capivaras e jacarés, pensam que se trata de alimento e acabam ingerindo lixo. 

Recentemente, a reportagem do Correio do Estado flagrou um jacaré com a boca cheia de lixo. O flagrante chamou a atenção de um leitor que demonstrou preocupação com o aumento do comércio na região que abriga animais como capivaras, jacarés, araras, tucanos e até tuiuiús, ave símbolo do Pantanal.

A preocupação do leitor não é sem fundamento, conforme explica o tenente-coronel Edmilson Queiroz da Polícia Militar Ambiental (PMA), Biólogo e Doutor em Ecologia de Conservação. “Os lixos ou resíduos depositados a céu aberto podem causar problemas a todas as espécies da região, capivaras são roedores herbívoros e se alimentam de folhas, brotos, sementes, talos de plantas e não conseguem digerir lixo", explicou. Queiroz completou que os animais se comportam conforme a capacidade do ambiente.

A recomendação é que nenhum resíduo seja jogado fora das lixeiras ou locais destinados ao descarte. Vale lembrar que, qualquer tipo de lixo jogado em córregos e vias urbanas, principalmente em época de chuva, se aloja no lago onde os córregos desaguam.

Outra dica para quem vista a região é de não oferecer alimentos para os animais que vivem lá. “Quando você alimenta os animais você está interferindo na vida selvagem pois eles não têm a disponibilidade do alimento oferecido, tem que respeitar o espaço do animal”, finaliza Queiroz.

Lançar resíduos a céu aberto é crime ambiental e pode gerar multa de até R$ 5 mil. 

 

 

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