A situação é tensa na região de Caarapó, depois que a Fazenda Santa Maria, propriedade de um médico paulista localizada aos fundos da aldeia Tey Kuê, foi invadida por cerca de 100 índios da etnia Guarani-Kaiowá .
Equipes da Polícia Militar, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Força Tática, Batalhão de Choque e Polícia Civil agiram para auxiliar no resgate de funcionários feitos reféns e na recuperação de objetos roubados da sede.
Até mesmo animais de criação, como 20 porcos, foram levados e o pasto foi incendiado. No momento, é esperada a chegada da Força Nacional de Segurança Pública para negociar a saída dos indígenas de forma pacífica.
A morte do produtor rural Antônio Biagi Neto, de 65 anos, vítima de latrocínio (homicídio com objetivo de roubo) no dia 7 de agosto, agrava mais a situação. O crime teria sido cometido pelo indígena Julião Cavalheiro, 20 anos, preso pela Polícia Civil.
A vítima foi morta com pauladas e teve o corpo jogado em um canavial na zona rural de Caarapó. O suspeito foi flagrado pela polícia com o veículo Fia Strada roubado do fazendeiro, além dos documentos e do celular dele.
A INVASÃO
Conforme apurado, a fazenda foi invadida domingo. Na ocasião, os invasores renderam funcionários e os mantiveram como reféns, tomando a sede, de onde foram levados diversos objetos como móveis e eletrodomésticos, além de gêneros alimentícios e animais de criação.
Um dos indígenas, de 70 anos, foi preso por roubo e resistência depois de avançar contra a polícia usando uma faca. A PM, DOF, Choque e Força Tática foram acionadas e auxiliaram na liberação das vítimas e na recuperação dos objetos.
Nesta terça-feira, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulgou em nota que é feito policiamento ostensivo na região até a chegada da Força Nacional.