Cidades

CONSCIENTIZAÇÃO

Sem atrativos para mudar de transporte, população não adere ao Dia Sem Carro

Falta de projetos, infraestrutura e conforto emperram comemoração

Redação

22/09/2018 - 18h00

Com 458.672 automóveis circulando em Campo Grande, o Dia Mundial Sem Carro, comemorado hoje passou despercebido. Sem nenhum evento específico para festejar a data poucos campo-grandenses encaram o desafio de refletir sobre medidas alternativas de transporte que poderiam ajudar o meio ambiente e promover qualidade de vida. 

Se a ideia não 'pegou' ainda pode ser por falta de iniciativa e divulgação de campanhas de conscientização. "Seria muito bacana se tivesse um projeto para as pessoas deixarem um ou dois dias da semana o carro para andar de bicicleta", disse o educador físico, Élcio Paiva. 

Com apenas 90 quilômetros de ciclovia na Cidade Morena, quem entende de bicicleta afirma que ainda falta muito para incentivar o uso de bikes. "O que falta infelizmente é infraesttrutura, mais ciclovias para que as pessoas se animem e se sintam seguras para saírem de bicicleta nas ruas. Falta interligações entre elas. Muitas começam do nada e terminam em lugar nenhum", afirma o bike courier, Nilson Youg. 

Um projeto de mobilidade urbana que integrasse os transportes alternativos seria uma das saídas para garantir um maior número de usuários. "Como as distâncias entre um ponto a outro da cidade é muito grande poderia ter bicicletários nos terminais de ônibus por exemplo. Isso desafogaria o trãnsito e ainda promoveria a prática de atividade física".

No entanto falta consciência na visão do especialista. "As pessoas ainda vem a bicicleta com um veículo de pobre", acrescentou. Para quem opta por trocar o carro pelo transporte público não há muitos atrativos também.

A falta de conforto é a principal reclamação. "Os ônibus estão sempre lotados e não possuem ar condicionado. Em dias muito quentes como hoje a sensação térmico é uns 5ºC maior do que fora do transporte coletivo. Só usa quem realmente não tem outro jeito de se locomover", desabafou a estudante, Paola Ferraz. 

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