A votação do veto total do projeto de lei que institui o Programa “Farmapet” foi motivo de muita discussão entre os vereadores e o líder do prefeito Marcos Trad (PSD), na Câmara Municipal, o vereador Chiquinho Telles (PSD).
Durante defesa da matéria, um dos autores do texto, vereador André Salineiro (PSDB) ressaltou que o representante do Executivo no parlamento não teria tido conhecimento da proposta. “O senhor não leu o projeto. Não estamos pleiteando ser prefeito como o senhor fala. Queremos leis sérias. Estamos fazendo um programa que está dentro da prerrogativa do Legislativo”, rebateu.
O veto, conforme Chiquinho se baseou na falta de informações no projeto. “As propostas têm que ser verdadeiras. Não dá para vender ilusão. Não tem impacto financeiro. Não tem estrutura para receber esses remédios. Estará causando despesas. Os medicamentos vão de nuvem até o CCZ?”, questionou.
O vereador Pappy (SD) discordou. “O prefeito não olhou com sensibilidade. O vereador está tentando colaborar com redução de gastos”, ponderou. Delegado Wellington (PSDB) também alfinetou o gestor. “Tem que parar de sair vetando tudo”.
Conhecido por defender a causa animal, vereador Veterinário Francisco (PSB) reforçou que o confronto tende a aumentar. “Se isso aqui já foi problema, vamos ser mais ainda. Temos o projeto de microchipagem e castração com as clínicas veterinárias pela frente”, assegurou. O veto acabou sendo derrubado com 24 votos contra e apenas o de Chiquinho a favor.
O programa que visa coletar, recondicionar, armazenar e distribuir medicamentos veterinários e humanos, provenientes de doações de pessoas físicas ou jurídicas, apreensões realizadas por órgãos da Administração Pública, aquisições diretas com a utilização de recursos pecuniários doados e termo de ajuste de conduta agora retorna para o prefeito.