O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande, aprovado pela Câmara Municipal ontem e enviado para o prefeito Marcos Trad (PSD), deve sofrer alterações antes de ser sancionado.
O Chefe do Executivo afirmou que vai analisar todas as 156 emendas que foram incorporadas ao texto e se reunir com os técnicos que construíram Projeto de Lei Complementar 594/18. “Vou conversar com a Promotora de Justiça do Ministério Público Estadual (MPMS), Andréia Cristina Peres da Silva e também os representantes das entidades para ver o que deve ser sancionado e o que deve ser vetado nas modificações feitas pela Câmara”.
Durante a votação, vários representantes entidades ficaram chateados com a falta de transparência do Legislativo que não divulgou o relatório final do Plano Diretor para conhecimento público antes da votação. Marcos Trad ressaltou que o projeto original enviado para a Casa de Leis foi construído por várias mãos e desde então não tratou mais do assunto.
“Se houve chateação não foi com o Executivo. O que enviamos têm digitais de todas as instituições. Se eles estão chateados, devem estar com a Câmara Municipal. Se estiverem comigo, estão com eles próprios, porque fizemos o projeto juntos”, acrescentou.
Trad terá 15 dias para definir o futuro do texto que trata das normas para expansão e organização da cidade para os próximos 30 anos, no que se refere ao meio ambiente, urbanismo, sustentabilidade e uso e ocupação do solo. “Tenho prazo legal e vou ouvir todos os conselhos e entidades que me ajudaram a construir a mensagem que eu enviei para a Câmara”.