Quatro áreas públicas, localizadas em bairro nobre de Campo Grande, foram colocados à venda pela prefeitura. Os terrenos ficam na Rua Jeribá, no Bairro Chácara Cachoeira. O aviso de licitação para alienação foi publicado no Diário Oficial. Somadas, as áreas têm 805,21 metros quadrados e a prefeitura espera arrecadar, no mínimo, R$ 537,6 mil.
Segundo o aviso de concorrência, a primeira área, denominada como lote RJA, cujo valor mínimo é de R$ 151.777, 21, tem 301,90 metros quadrados e está localizada no lado ímpar da Rua Jeribá, esquina com a Rua Raul Pires Barbosa. O lote RJB tem 168,58 m², fica próximo à Rua Nossa Senhora das Mercês e é cotado em R$ 135.975,56. Também está à venda o lote RJC, com 167,77 metros quadrados, avaliado em R$ 125.410,03, e o lote RJD, com 166,96 metros quadrados, com valor mínimo de R$ 124.510,72, ambos na mesma rua e região.
De acordo com o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, a prefeitura usará o dinheiro para investir em diferentes programas municipais. “A venda de áreas não pode ser utilizada nem para pessoal nem para custeio. Quando se vende um ativo como esse, o dinheiro fica numa conta, e esse recurso só pode ser gasto com investimento, que é pavimentação, recapeamento, drenagem, construção de edifícios, equipamentos públicos, entre outros”, explicou.
No ano passado, a prefeitura começou o processo para tentar levantar receita com a venda de terrenos em bairros considerados nobres na cidade. Essas áreas eram para passagem de pedestres ou mesmo construção de prédios públicos, mas ficaram subutilizadas. Por isso, equipe da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) fez levantamento e deu início ao procedimento de liquidação dos terrenos.
Está entre os imóveis a serem vendidos terreno no bairro Carandá Bosque, que estava doado à Arquidiocese de Campo Grande e ao Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul, mas teve doação rescindida pelo Ministério Público Estadual. A área, de 15.125,305 m², foi cedida no mandato do então prefeito Gilmar Olarte. No ano passado, no entanto, depois de abrir procedimento preparatório para investigar a doação, o Ministério Público recomendou a reversão da transferência. A promotoria identificou problemas nos trâmites que culminaram na desafetação e permuta.