Força Aérea Brasileira (FAB) deu início as investigaçõe para apurar os motivos da queda de avião em Naviraí. Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) começaram a coletar dados, fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.
De acordo com assessoria, a investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram. “A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo CENIPA terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente”, diz parte do texto encaminhado pela assessoria ao Correio do Estado.
A reportagem entrou em contato com o delegado de Naviraí, Thiago de Lucena e Silva, responsável pelo caso que informou que será investigada possíveis irregularidades técnicas da aeronave como a documentação do avião, se o piloto tinha habilitação em dia ou plano de voo. Ainda será apurado se havia mais pessoas dentro da aeronave uma vez que não foi encontrado vestigios de outras pessoas dentro do avião.
ACIDENTE
No dia 28 de novembro avião caiu na região de Naviraí e piloto identificado como Gustavo Henrique da Silva, de 23 anos, foi encontrado morto.
Destroços do avião e da vítima foram encontrados em área rural do município, conhecida como Porto Caiuás, nas proximidades da divisa com o estado do Paraná.
Conforme informado pelo delegado regional, Claudinei Galinari, o piloto morreu, porém, segundo perícia preliminar, pelo menos mais três pessoas estavam no avião, no momento da queda.
“Recebemos no sábado (1º) a visita de um morador da região que nos alertou do avião que caiu. Quando chegamos ao local que é de difícil acesso encontramos somente o corpo do homem que pilotava o equipamento. No entanto, já identificamos o proprietário que mora em São Paulo e terá que fornecer explicações detalhadas sobre o fato”, pontua.
Após o depoimento do proprietário do veículo, será possível compreender com mais exatidão, o destino do voo e quem eram os ocupantes que fugiram, sem prestar socorro ao piloto.
*Colaborou Glaucea Vaccari e Bruna Aquino
*Máteria editada às 17h44 para acréscimo de informações