Vai tramitar em regime de urgência na Câmara Municipal de Campo Grande a emenda 79/18 que altera dispositivos da lei orçamentária municipal e, outras medidas, autoriza o reajuste salarial do prefeito, vice, secretários, procuradores e auditores.
Segundo líder do prefeito, o vereador Chiquinho Telles (PSD), uma nova emenda será inserida ao texto para suprimir a parte em que estipula o aumento escalonado até atingir os 79% do valor do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que corresponderia a uma remuneração mensal de aproximadamente R$ 35,4 mil para o chefe do Executivo até 2021. “Vamos dar a flexibilização e a autonomia para o chefe do executivo aumentar para o mínimo ou máximo. Só ele sabe onde o sapato aperta”, justificou.
Com a medida, a Câmara deverá se eximir da responsabilidade de estipular o porcentual inicial divulgado na primeira votação da matéria. “Assim, de uma vez por todas ,acaba com isso de salário do prefeito que passa por essa casa”, completou Telles.
A proposta de reajuste salarial gerou polêmica. Na semana passada, mais de 80 pessoas participaram da manifestação “Aumento Não” na Casa de Leis. Já na manhã desta terça-feira, somente 15 pessoas estão no plenário, em silêncio e com faixas pedindo para que o aumento não seja aprovado. Do lado de fora do prédio uma manifestante solitário com peruca de palhaço está com cartaz pedindo buzinaço para os motoristas que são contra os reajustes. Apesar da grande adesão dos carros, o barulho não chega até dentro do plenário e a sessão ocorre normalmente.