Cidades

VISTORIA EM BARRAGENS DE MS

Mineradoras garantem a Imasul controle e segurança das barragens em Corumbá

Reunião foi a última antes de início prático de vistoria de grupo de trabalho

Redação

29/01/2019 - 18h59

O grupo de trabalho coordenado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, criado para vistoriar as barragens de contenção de rejeitos de minérios de ferro da Vale e da Vetorial, mineradoras que exploram as reservas minerais de Corumbá, iniciou nesta terça-feira (29) a ação preventiva para identificação da rotina operacional das instalações, seguindo recomendação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

O grupo se reuniu com as duas empresas nesta tarde, as quais apresentaram um relatório do planejamento de manutenção e de segurança das barragens. As informações foram divulgadas pelo Governo do Estado por meio de nota.

Está previsto para amanhã (30) o início, efetivo, da vistoria em nove barragens – sete da Vale e duas da Vetorial -, com o acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF).

As minas situam-se a 40 quilômetros a leste de Corumbá, na Morraria do Urucum, uma das maiores reservas de minério do País.

Durante mais de duas horas, técnicos da Vale expuseram todo o plano de manutenção e de ação de emergência das suas sete barragens, algumas em processo de desativação, e garantiram total segurança na parte operacional destas unidades e também no planejamento de evacuação das comunidades ao redor em caso de algum incidente.

Foi informado, inclusive, que em novembro do ano passado, a empresa realizou uma simulação de risco envolvendo funcionários e a população.

Morro do Urucum, em Corumbá, é um pontos de mineiração no Estado - Foto: Arquivo/ Correio do Estado

ROTA DE INUNDAÇÃO

Segundo o engenheiro Odilon Silva, gerente de operações da Vale, simulações feitas por computador indicaram que, em caso de rompimento da principal barragem de Urucum, a Gregório, com 9 milhões de metros cúbicos de capacidade, a chamada mancha de inundação atingiria os balneários localizados no distrito de Maria Coelho, chegando à rodovia BR-262, numa extensão de 16 quilômetros. Na região residem cerca de 200 pessoas.

Apresentação do relatório da Vetorial, na sede da Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar)

Para o diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli, a grande preocupação é essa mancha chegar à Baía do Jacadigo, a alguns quilômetros da rodovia, que tem ligação com o Rio Paraguai, o que causaria uma destruição ambiental sem precedentes ao Pantanal.

A Vale informou que caso ocorra um incidente no fim de semana, a população flutuante na região chegaria a 600, número previsto pela gestão de crise montado pela empresa.

A Vetorial também expôs seu plano de monitoramento e de atendimento emergencial aos moradores que vivem ao redor da Morraria de Urucum, onde a empresa opera uma siderúrgica e retira o minério de suas minas.

Das duas barragens – integram o sistema bacias de escavação -, a Monjolinho é a que tem maior capacidade de depósito de rejeitos: 150 mil metros cúbicos. A vistoria às minas da Vetorial ocorrerá às 9h de amanhã; às da Vale, às 14h.

A procuradora federal Maria Olívia Pessoni Junqueira participou das reuniões técnicas com as duas mineradoras. Estavam presentes também Ricardo Ebole, do Imasul, o deputado estadual Felipe Orro (PSDB), da comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Marcos Derzi, da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, e representantes da prefeitura de Corumbá, Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/MS) e Polícia Militar Ambiental.

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