Cidades

FUNCIONALISMO

Prefeitura vai revisar 60 mil atestados médicos da Educação

Semed responde pela maior folha de pagamento do Município

A partir das novas regras para perícia, a Prefeitura de Campo Grande vai revisar 60 mil atestados e licenças  médicas concedidos no ano passado aos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Conforme o secretário de Finanças  e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, os afastamentos, mesmo que em curto espaço de tempo, incluíram solicitações de 7,3 mil professores com carga horária de 20 horas semanais.

Decreto prevendo a reestruturação da perícia foi publicado no ano passado e medida está sendo implantada. “Eu espero que tenha um efeito agora neste primeiro bimestre”, afirmou o secretário na manhã desta quarta-feira. A Educação responde pela maior parte da folha de pagamento do Município. 

Conforme o secretário, o alto número de licenças não se deve apenas às doenças dos servidores, mas também a defasagem nos critérios para a concessão da licença. “Pode ser que a perícia precise melhorar. Então, tudo isso é um conjunto de coisas que tem que ver com cuidado e cautela para não cercear o direito de ninguém”. As revisões também devem atingir os cerca de 500 professores readaptados, que voltam ao trabalho, mas não desempenhando as mesmas funções. 

O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Lucílio Nobre, atribui o alto número de licenças principalmente ao fato do setor contar com o maior número de servidores. Somente professores, são quase 8 mil entre concursados e contratados. No entanto, ele afirma que há doenças recorrentes relacionadas as condições de trabalho. “São comuns doenças relacionadas ao emocional, como depressão. Além de lesões por movimentos repetitivos, como tendinites e bursites”.

* Colaborou Fábio Oruê.

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