O reajuste salarial dos servidores municipais de Campo Grande ainda está indeciso, isso porque o prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), afirmou nesta sexta-feira (1) que o aumento dos salários está condicionado a possibilidades de caixa do Executivo municipal. “Nunca deixamos de dar e vamos dar, mas na medida das nossas possibilidades”, reforçou.
No terceiro quadrimestre de 2018, a folha de pagamento com pessoal ultrapassou o limite prudencial da lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fechando em 53,13% de comprometimento. A Prefeitura está com sinal amarelo e o freio de mão puxado nos gastos. Ou seja, diante do cenário terá pouca margem para concessão de reajuste nas negociações salariais no mês de maio e não poderá fazer novas convocações de concursados.
De acordo com o relatório da Sefin, a receita total do município ficou em R$ 1,847 bilhão no período de outubro a dezembro do ano passado, o que representa avanço de 5,75% em relação ao mesmo período de 2017. Já as despesas somaram R$ 1,780 bilhão, crescimento de 2,25% na comparação com 2017.
O que mais impactou no crescimento das receitas foi o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) – houve a antecipação dos carnês do tributo de 2019 para 2018, refletindo no aumento da receita desta fonte –; e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que teve relação com o aumento do consumo de gás natural, em função do acionamento das termelétricas para atender à demanda durante o período de seca no Sudeste, no ano passado.