Atos de vandalismo registrados durante o Carnaval tanto em Campo Grande quanto em outros estados despertaram a indignação dos vereadores que, se manifestaram durante a sessão desta quinta-feira (7).
O vereador Carlão (PSB) comentou que famílias de outras cidades vinham até Campo Grande e aproveitavam para fazer fotos nos cartões postais da cidade. No momento isso não será possível em consequência da atitude dos vândalos. É o caso do Jardim Maria Fumaça, inaugurado em outubro do ano passado e destruído no último fim de semana.
“Vândalos que não fazem parte dos blocos. Quem faz, está ali para aproveitar o momento, se sente ídolo”, declarou Carlão. Para ele, “Cabe ao governador e ao prefeito colocar mais policiamento e segurança nas ruas no próximo Carnaval”.
“Esse vândalos têm de ser presos. Obrigados a pagarem pelos estragos que eles cometeram e, no ano que vem, o Carnaval tem de ser em local longe de patrimônio público” finalizou, deixando registrada a indignação com o que fizeram com Orla Morena.
A declaração de Carlão tem relação com um termo de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para realização do Carnaval na Esplanada Ferroviária, firmado em janeiro deste ano após o Ministério Público Estadual sugerir a suspensão da folia no local alegando risco ao patrimônio, uma vez que a área é tombada. O documento foi assinado por representantes do MPE e da Prefeitura.
Sobre a declaração de Carlão, Ayrton Araújo (PT), respondeu não ser culpa do poder público. “Foram lá mais de 20 mil pessoas, 500 foram que não respeitam ninguém. Não dá pra culpar o poder público pela falta de respeito do ser humano”, disse.
Ainda em relação ao comportamento das pessoas, Araújo citou os comentários hostis envolvendo a morte do neto de Lula e a decisão da Justiça em liberar o ex-presidente para ir até o velório. “Fica aqui minha indignação com a falta de respeito”.
Eduardo Cury (SD) foi mais além e citou o embate entre Jesus e o diabo apresentado no desfile da escola de samba Gaviões da Fiel durante o desfile do Carnaval em São Paulo. Na apresentação o diabo aparece derrotando Jesus.
“Essa festa se desorganizou de uma forma que chega a ofender todos os princípios. Gaviões da Fiel não tem direito de levar para rua o enfrentamento de Cristo com o diabo. Quero deixar meu repúdio à essa ação agressiva, desnecessária. O estado é laico, mas não estamos impedidos de ter nossa religião”, finalizou.
Cury comentou ainda sobre “uma desorganização em todo o país”. Segundo ele, existem valores que não precisam ser violados durante o Carnaval. “Precisamos de valores de família, ética e moral. Não adianta colocar mil policiais se não tiver educação”, finalizou.