Parentes do jovem Moisés Luis da Silva, que morreu no ano passado após ser atropelado, foram até o Fórum na manhã desta sexta-feira (26) protestar contra a demora no andamento do processo e julgamento do motorista responsável pela morte do jovem. Com panfletos e faixas eles orientaram motoristas sobre a importância da segurança no trânsito.
Dentre as declarações dos parentes de Moisés, as de que “imprudência não é acidente, mas, crime” e “a imprudência destrói sonhos”. O protesto é resultado de um certo temor de que o caso fique impune.
ENTENDA
Moisés Luis da Silva, de 22 anos, morreu atropelado por veículo UP em alta velocidade na madrugada de 26 de abril de 2018, em Campo Grande. Ele foi arremessado a 55 metros. O condutor, identificado como o servidor municipal Alderson Fante da Silva, 33, foi preso em flagrante em casa, no Carandá Bosque, visivelmente embriagado.
Moisés trabalhava no Carrefour e havia saído do serviço com amigos, quando eles decidiram ir para uma conveniência localizada na esquina da Avenida Ceará com a Rua Euclides da Cunha, no Bairro Santa Fé. Por volta da meia-noite, o grupo parou em uma mureta em frente à conveniência, na Ceará, mas do outro lado da rua.
Em seguida, tentaram atravessar a via na direção do estabelecimento, quando houve a colisão. Tudo foi gravado por câmeras de segurança.
INVESTIGAÇÕES
Depois do acidente, Alderson fugiu, mas não percebeu que a placa do automóvel caiu no local. A Polícia Militar foi informada e, com base nos dados colhidos, conseguiu localizá-lo em sua residência, no Carandá Bosque, visivelmente embriagado. Ele passou por audiência de custódia, pagou fiança de quase R$ 30 mil e responde em liberdade.