O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), rebateu a fala do presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, de que as ruas de Campo Grande tem muitos buracos e não adianta fazer a renovação da frota. De acordo com o administrador da cidade, a obrigação dele é cuidar da cidade e Rezende do transporte coletivo.
O presidente sustenta ainda que o Poder Público não oferece infraestrutura para que o transporte público flua e chega a dizer que a frota vencida não tem importância significativa na qualidade do serviço. “O que adianta colocar ônibus novo? E se a idade média tivesse correta, ia mudar alguma coisa significativa? Ter ônibus com ar condicionado, zero quilômetros, não muda nada. E isso que nós precisamos ter com clareza, o que muda no transporte é infraestrutura. Se nós tivermos o corredor, tivermos as faixas exclusivas, a semaforização, nós vamos dar uma dinâmica tão grande para esse transporte, que as pessoas vão andar de ônibus”, disse ao Correio do Estado.
Marcos não aceitou a fala de Rezende e foi bem claro com relação às reclamações. “Ele cumpre a obrigação dele com os ônibus e eu a minha com a cidade”, disse. Ele ainda rebateu dizendo que não fez o contrato da empresa com a prefeitura e “não obrigou ninguém a concorrer”.
Segundo o prefeito o contrato não deve ser negociado e o Consórcio Guaicurus e eles devem responder para a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) sobre a autuação para renovar a frota em 15 dias, sob pena de multa de R$ 2,7 milhões. A notificação teve origem em reportagem do Correio do Estado do mês passado, que mostrou que a média de idade da frota na Capital é de quase sete anos, enquanto o contrato a limita em cinco.
“Não é o Marquinhos que está que multando. Ele tem o prazo para responder para a Agereg. Lei tem que ser cumprida”.