No mês de preservação do meio ambiente, os vereadores de Campo Grande rejeitaram Projeto de Lei que proíbe o fornecimento de canudos e copos de plásticos descartáveis aos clientes em estabelecimentos da Capital. O projeto foi votado em regime de urgência e precisava só de 15 votos para ser aprovado, no entanto, só obteve 13 votos favoráveis e 10 contra,inviabilizando a aprovação.
"Eu lamento a não aprovação desse projeto que incluíria nossa Capital no rol das cidades preocupadas com a preservação do Meio Ambiente através de mudança de hábitos principalmente”, lamenta o vereador veterinário Francisco (PSB), proponente do projeto.
Segundo o Veterinário Francisco, a poluição provocada pelo copo de plástico descartável é muito grande e prejudicial para o meio ambiente. A decomposição desse material demora de 250 a 400 anos. E pelo baixo custo desse material, não é rentável para as empresas reciclarem. São necessários pelos menos 250 copos para um retorno financeiro de 20 centavos.
O parlamentar lembra ainda que Campo Grande rotineiramente vive surtos de dengue, zika e chikungunya e o não uso de copos plásticos seria uma medida de profilaxia contra o mosquito Aedes aegypti. “Ao percorrer os bairros de Campo Grande sempre vejo copos de plástico descartáveis jogados no chão. Além de prejudicar o meio ambiente, esses copos se tornam criatório do Aedes aegypti, além de ajudar o meio ambiente [a proibição] é um jeito de evitar a proliferação desse mal que afeta todos os anos a nossa cidade”, argumenta o vereador.
Mesmo com a não aprovação na Câmara, esse mesmo projeto tramita na Assembleia Legislativa sob a autoria do deputado Pedro Kemp (PT). Matéria foi apresentada em outubro de 2018 e foi aprovada em primeira discussão.
A primeira cidade a banir a utilização de copos e canudos foi o Rio de Janeiro.No Estado, Corumbá também adotou essa medida.