Neste domingo (9), o número de ocorrências relacionadas a queimadas e pequenos focos de incêndio em terrenos baldios, campos e até em uma reserva chamou atenção do Corpo de Bombeiros que precisou se desdobrar para atender mais de 10 ocorrências em apenas 5 horas. Esse período entre junho e setembro é considerado os meses com maior números de queimadas.
Conforme já publicado pelo Correio do Estado, em apenas cinco meses – entre janeiro e maio deste ano –, Mato Grosso do Sul já registrou 1.773 focos de incêndio, o que representa 74,4% do total de 2018, quando foram 2.380 casos, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Na Rua Therezinha Neder, no Bairro João Alberto Amorim dos Santos, os militares foram acionados em um incêndio na mata próximo a um campo de futebol. A fumaça intensa era obstáculo para quem passava por lá e motivo de reclamação vinda dos moradores da região.
A dois quilômetros da ocorrência mencionada acima, outro incêndio em terreno foi detectado, agora na Rua Poente, no Portal Caiobá. Outros bairros como Monte Castelo, Jardim América , Residencial Buzios, Jardim Imá, região das Moreninhas e Parque do Lageado também tiveram focos de incêndio em terrenos baldios e matas abertas. Os militares também apagaram as chamas em uma reserva na Avenida Visconde de Boa Vista, no Jardim Santa Emília.
Em uma das ocorrências, os militares utilizaram 2 mil litros de água, além de abafadores, facão e enxada para apagar o incêndio. Todo trabalho de rescaldo também foi realizado. Já em outro local, foi utilizado 800 litros de água e também abafadores.
ESTATÍSTICA
Em 2016, foram 6.958 focos e, no ano seguinte, 7.130. Mas os dados relativos à série histórica de 2016 até 2019, dos meses de janeiro e fevereiro, são os que chamam mais atenção. No primeiro mês do ano, a quantidade de focos passou de 127, em 2016, para 542, em 2019 – enquanto no ano passado foram apenas 47. E, no mês de fevereiro, foi de 187, em 2016, para 290, em 2019, sendo 50 casos em 2018.
CONSEQUÊNCIAS
Tempo seco e a própria população são as causas do aumento nas queimadas. Essa prática traz sérias consequências para o meio ambiente e o ser humano que nele habita, como por exemplo, aumenta a liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global, destruição de habitats naturais, erosão no solo, extinção de espécies (fauna e flora) e destruição de infraestruturas.