Uma criança de 6 anos foi picada por um escorpião nesta terça-feira (24) em Campo Grande. Segundo informações preliminares apuradas pelo Correio do Estado, a vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário.
Devido à gravidade do caso, a criança foi transferida agora à tarde para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) Rosa Pedrossian. Segundo o médico do Centro Integrado em Vigilância Toxicológica (Civitox) do estado, Sandro Benites, a vítima corre risco de morte.
ANO CRÍTICO
Apenas no primeiro semestre de 2019, mais de 500 pessoas foram picadas por animais peçonhentos em Campo Grande, conforme noticiou o Correio do Estado em agosto. Os meses de abril a julho com maiores incidências de casos, com 227 procurando atendimento nas unidades de saúde por conta das picadas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
A orientação é que, em caso de acidente, a pessoa vá imediatamente até uma unidade de saúde, onde será medicada e ficará em observação para controlar uma possível reação alérgica ao veneno do animal.
Caso seja possível, também é orientado tentar colocar o animal em um recipiente com álcool, evitando contato e novo acidente, e levá-lo ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para que seja identificado a espécie do animal e definida quais medidas devem ser tomadas para a extinção do artrópode na residência.
Outra recomendação é é manter sempre o quintal limpo. Folhas acumuladas, restos de materiais de construções que estão guardados sem utilidade, garrafas e outros inservíveis – itens que permanecem reservados, mas que não têm mais uso – são abrigos perfeitos para os animais.
Latas de lixos e caixas de gordura mal fechadas também, já que nesses locais existem restos de comidas que atraem insetos que são alimentos aos escorpiões.