Campo Grande pretende criar um grupo de “guardiões” das árvores da cidade. Lei sancionada pela vice-prefeita Adriane Lopes (PATRI), e publicada em Diário Oficial nesta sexta-feira (10), autoriza o serviço voluntariado de cuidadores e da capacitação de jardineiros para o serviço de poda na cidade.
Os interessados em participar do programa vão ser treinados pelos órgãos da Prefeitura, que também regulamentará como vai ser a atuação dessas pessoas.
A quantidade de integrantes do “exército verde” terá que atender às necessidades de todas as regiões do município. Cada cuidador ficará responsável pelas árvores que ficarem perto do lugar onde mora. O curso de formação deverá prepará-los para avaliar a situação das plantas, acelerando os processos de poda que forem necessários.
Quando os voluntários identificarem que as plantas precisam de cuidados especializados para evitar deterioração, a prefeitura deverá encaminhar técnico do órgão competente para fazer uma vistoria no local.
“Poderá ser de competência dos voluntários zelar pelo desenvolvimento das espécies, fiscalizarem, cuidarem para o crescimento sadio e a proteção contra vândalos e agressores de qualquer natureza à arborização urbana”, diz o texto da lei.
ARBORIZAÇÃO
Conforme a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), a vegetação predominante no município é o cerrado, em que as árvores têm características peculiares que as tornam adequadas às nossas condições de solo e clima, tais como o tronco revestido por casca grossa e rugosa e órgãos subterrâneos de reserva.
Há 10 anos, quando foi elaborado o Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), a cidade tinha 153.122 árvores em suas vias urbanas, conforme foi apurado em inventário. Esses são os dados mais recentes disponíveis.
O Aero Rancho concentrava a maior parte das plantas catalogadas (5.024), seguido dos setores Moreninha (4.915), Centro-Oeste (4.741), Universitário (4.652) e Nova Lima (4.289). Contudo, quando considerada a área arborizada, o Núcleo Industrial saiu na frente com 24,26 quilômetros quadrados de vegetação, seguido das Moreninhas (17,54 Km²), Chácara dos Poderes (14.58 Km²) e do setor Centro-Oeste (14,03 Km²).
A Chácara dos Poderes teve a melhor situação entre pessoas e plantas, com 0,92 árvore por habitante da região. A situação mais crítica, por outro lado, foi identificada no Caiobá, onde havia quase dez habitantes para uma única árvore.