A empresa Gomes & Azevedo, contratada por R$ 386,4 mil para trocar os vidros do Aquário do Pantanal tem até o próximo dia 28 para terminar seu trabalho. Aditivo ao contrato com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial, prorrogando o prazo de execução por mais 30 dias.
De fato, a empresa começou a substituição dos vidros nesta semana. A substituição dos vidros é o primeiro trabalho no canteiro do Aquário do Pantanal desde a retomada da obra, que estava paralisada desde 2015.
O próximo passo para concluir o Aquário do Pantanal será finalizar o trabalho de revestimento de alumínio dos forros internos, do auditório e da biblioteca e das monocapas. Uma licicitação para isso está aberta, e o valor a ser investido para este trabalho é de até R$ 4,4 milhões.
Outra licitação do Aquário em aberto se trata da contratação de empresa para realizar a conclusão da cobertura metálica com telha calandrada e zipada do trecho 4 do Aquário do Pantanal, no valor de R$ 1.819.614,33. A Montagna Estruturas Metálicas assinou o contrato em novembro do ano passado. O serviço também começou a ser executado neste mês.
OUTROS EDITAIS
Está aberta uma licitação para conclusão do revestimento de alumínio composto dos forros internos (do auditório e biblioteca) e das monocapas. Duas empresas concorreram ao certame e foram inabilitadas pela Comissão de Licitação por ausência de cumprimento de exigências previstas no edital. Ambas não apresentaram toda a documentação exigida.
Outras oito licitações devem ser abertas neste ano para conclusão do Aquário do Pantanal. A sequência pré-definida pela Agesul é impermeabilização dos tanques, cenografia dos tanques Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho (PCMAT), gradil (retirada dos tapumes e recomposição do gradil do entorno do Aquário), climatização, sistema de suporte à vida, aplicação de acrílico e polimento e sistema elétrico.
HISTÓRICO
A obra, iniciada em 2011 e paralisada em 2015, já consumiu quase R$ 200 milhões de recursos públicos. O trabalho, iniciado na gestão André Puccinelli (MDB) foi interrompido para uma auditoria em janeiro de 2015, quando Reinaldo Azambuja (PSDB) tomou posse para cumprir seu primeiro mandato de governador. Depois de retomado em abril daquele ano, foi interrompido novamente em julho, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Lama Asfáltica, que teve como alvo os contratos da gestão Puccinelli, sobretudo os da Proteco, empreiteira responsável pela maior parte dos serviços do Aquário.