Cidades

FOGO

Sem alvará, Hospital Universitário tem foco de incêndio

Fio elétrico derretido provocou início do fogo no ambulatório de ginecologia, ninguém se feriu

Camila Andrade Zanin

06/03/2020 - 13h00

Princípio de incêndio de pequena proporção no ambulatório de ginecologia do Hospital Universitário (Humap-UFMS), na manhã desta sexta-feira (6), provocou correria no local. Por conta da situação, o prédio ficará fechado. O hospital informou que os pacientes que tiverem atendimentos cancelados serão reagendados e o Humap entrará em contato para informar nova data. A primeira informação divulgada era a de que o fio de um computador numa sala de aula do ambulatório teria pegado fogo e provocado muita fumaça. Porém já no início da tarde, o hospital corrigiu a informou e disse que uma peça do ar condicionado se desprendeu e caiu sobre uma cadeira de material, mas não houve chamas nem feridos. A fumaça tomou conta do local e todos que estavam no prédio tiveram que sair.

O problema mais grave, porém, é que o local não possui alvará contra incêndio e pânico emitido pelo Corpo de Bombeiros. Além do HU, os outros dois maiores hospitais públicos de Campo Grande, também não possuem alvará contra incêndio, emitido pelo Corpo de Bombeiros.

O HU não possui o documento desde sua inauguração, em 13 de maio de 1971. A falta do certificado foi motivo de recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que acompanha a situação, em conjunto com o Corpo de Bombeiros. A burocracia também é um dos motivos de o HU não ter o documento. 

Segundo o comandante do 1º Grupamento dos Bombeiros, tenente-coronel Waldemir Moreira Júnior, responsável pela vistoria no local, o hospital é o que está mais adiantado para conseguir o documento, entretanto, conforme a assessoria de imprensa, enquanto a unidade hospitalar não adquirir as placas de sinalização esse certificado não será emitido.

Em dezembro do ano passado, o hospital informou que os técnicos estavam “mapeando para ver onde será feito o uso das placas e, depois desse estudo, é que será lançada a licitação. A expectativa é de que, no primeiro trimestre do próximo ano, esse processo esteja concluído”. A situação continua igual.

Os hospitais só receberão o certificado caso apresentem um projeto de combate a incêndio e pânico aprovado. Alguns problemas no hospital seriam a falta de rampas entre os andares – o que poderia impossibilitar, em caso de incêndio, a retirada dos pacientes que precisam continuar em macas já que o uso dos elevadores nesses casos não é recomendado; e as portas corta-fogo – usadas para impedir que incêndios avancem ou que a fumaça se alastre para outros cômodos – que ficam constantemente abertas.

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