Cidades

COVID-19

Taxas de contágio e mortes se manterão estáveis até 2021

Diretor do Butantan diz que sem uma vacina os números tendem a permanecer como estão

Casos de Covid-19 devem expandir até 2021. É a conclusão de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan em São Paulo. 

Sem uma vacina ativa, as autoridades médicas preveem que a doença deve durar um bom tempo. Isso tudo porque é difícil manter a taxa de reprodução baixa sem um agente que o previna.

São Paulo é o mais atingido pela doença no país e está entrando em fases de reabertura gradual da economia a partir deste mês.  O estado vizinho tem média de 300 mortes e 12 mil novos casos por dia. Nas últimas 24h foram 417 óbitos.  

Enquanto Mato Grosso do sul tem um dos maiores crescimentos percentuais do país em número de contágios, São Paulo já estabilizou os números da doença.

No último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, o estado chegou a 13.934 casos. Nas 24h anteriores, mais 473 casos foram confirmados. Desses, 196 foram registrados em Campo Grande, 43 em São Gabriel do Oeste, 35 em Dourados e 30 em Itaquiraí.

Em uma live que participou nessa terça-feira (15), Dimas explica que o fator de transferência estará presente até ano que vem. 

Em São paulo, a curva de infecção e de óbitos está estabilizada, reduziu-se ao fator 1. Isso quer dizer que cada infectado transmite o vírus para uma pessoa.  

Isso demonstra que as medidas restritivas funcionaram ao longo dos últimos meses. 

“Nós vamos manter essa epidemia por um bom tempo ainda. Provavelmente a taxa de mortalidade [também], embora possa até estar estabilizada em um patamar elevado. Pode ser que isso ainda se prolongue até o ano que vem”, especula.

A grande preocupação é o fato de não haver vacina que poderia controlar a taxa de transmissão e diminuir a força do vírus.

De acordo com o instituto Robert Koch, que monitora a doença na Alemanha, o fator básico de transmissão da Covid-19 é de 3,3. Ou seja, no auge do pico de transmissão, cada pessoa poderia transmitir para outras três.  

Para calcular em que pé anda a taxa infecciosa da doença, são utilizadas variáveis de duração, oportunidade, probabilidade de transmissão e suscetibilidade. Uma forma de derrubar essas taxas que varia perto de 100%, é com o desenvolvimento de uma vacina. 

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Casa Própria

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Prefeitura de Campo Grande firma acordo para construção de 1.264 moradias populares na região das Moreninhas, com reserva de unidades para famílias cadastradas na Emha. Foto: Divulgação/Pacaembu Construtora

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