A decisão da compra pelo imunizante Sputnik V foi adiada por Mato Grosso do Sul e os outros seis estados que compõe o Consórcio Brasil Central.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, as prioridades são outras, neste momento em que o Estado busca ampliar significativamente o número de imunizados contra a Covid-19 com novas doses da Janssen que devem ser destinadas ao Estado.
“Esse é um assunto secundário agora. Nós não desistimos da compra, apenas adiamos. Vamos nos reunir com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para alinharmos essa questão”, afirmou o secretário.
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De acordo com o Consórcio, os conselheiros do grupo decidiram aguardar a decisão final da Anvisa, sobre a aprovação do uso emergencial da vacina para que assim seja efetivada a compra do imunizante.
Em nota, o Consórcio Brasil Central reafirma o interesse na compra, já que entende que o momento exige maior número possível de imunizantes à disposição dos governos e das populações, mas que vai aguardar autorização da Anvisa par ao uso emergencial.
ACORDO
Mato Grosso do Sul assinou, junto a outros estados, um acordo para a compra de 28 milhões de doses da vacina Sputnik V em abril deste ano.
O tratado foi firmado entre o Consórcio Brasil Central e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).
O governo do Estado tem disponível, R$ 2 milhões de recurso próprio para a aquisição de doses do imunizante russo.
“Com a vacina no braço das pessoas, a economia volta a crescer, é um efeito cascata e não vamos desistir de fazer prevalecer o direito do sul-mato-grossense de ir e vir com segurança", defendeu o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, em abril deste ano, quando disse que não iria desistir da compra da vacina.
Consórcio é integrado pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal.