Boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (17), mostrou Mato Grosso do Sul com um dos maiores índices de incidência e mortalidade pelo coronavírus do Brasil.
Os dados foram coletados pelo sistema MonitoraCovid-19, entre os dias 30 de maio a 12 de junho. Foi registrado aumento nas taxas de transmissão em todo o país, e a Fiocruz alerta que esse contágio pode aumentar ainda mais com a chegada do inverno.
Além de Mato Grosso do Sul, as maiores taxas de incidência foram observadas em Roraima, Tocantins, Paraíba, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
Em relação às taxas de mortalidade, os estados em situações mais críticas foram Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
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"Esse padrão renova o alerta para as regiões Sul e Centro-Oeste como críticas para as próximas semanas, o que pode ser agravado com a chegada do inverno, que é acompanhado pela maior incidência de outras doenças respiratórias nessas regiões", diz o relatório da Fiocruz.
O boletim reforça ainda que as variações se mostram com uma defasagem de cerca de duas semanas. "Os estados com aumento de incidência podem, portanto, apresentar alta da mortalidade e demanda por cuidados intensivos de doentes graves nas próximas semanas".
SRAG
Mato Grosso do Sul também incidiu entre os estados com maiores taxas de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
Foram 20 unidades com taxa de incidência superior a 10 casos por 100 mil habitantes, considerada extremamente alta.
Entre estas, três estados teve média móvel excedente a 20 casos por 100 mil habitantes: Rio Grande do Sul (20,5 casos/100 mil hab), Mato Grosso do Sul (28,2 casos/100 mil hab) e São Paulo (21,5 casos/100 mil hab).
Atualmente, os casos de SRAG são graves e predominantemente por infecção do coronavírus. A Fundação alerta que são necessárias ações para redução de novos casos de SRAG a longo prazo, devido à ocupação de leitos em geral nos estados e capitais permanecerem alta.
Leitos de UTI
Foi o único indicador que o Estado configurou com números positivos. Os leitos públicos de UTI Covid-19 para adultos apresentou leve melhora na ocupação, de 107% foi para 91%.
Campo Grande, com 90%, aparece entre as nove capitais com índice superior a 90%.
"No cômputo geral, o sistema de saúde ainda apresenta grande sobrecarga para o cuidado de alta complexidade à Covid-19, estando sob risco de não ter capacidade de responder a eventuais aumentos na demanda por cuidados", relatou a Fiocruz.