Consertos na ponte que divide os bairros Santa Emília e São Conrado podem iniciar no mês de novembro, caso não haja nenhum entrave burocrático.
A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) abriu licitação para contratação de empresa para reparo da ponte e contenção de erosão.
O valor estimado é de R$ 693.057,45, conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
A obra deve durar quatro meses, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
A ponte sobre o Córrego Lagoa está localizada na avenida Panambi Vera, esquina com avenida Dr. Nasri Siufi (extensão da avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho).
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De acordo com a Sisep, será necessário reforçar a estrutura com parede de concreto devido à força das águas que provocam erosão nas cabeceiras.
Além disso, será construído um dissipador de energia no local, pois houve o rompimento do dispositivo com a abundância de chuvas.
Uma cortina de contenção também será implantada no local para garantir maior proteção do aterro.
Caos
Interditada desde fevereiro, a ponte cedeu após um temporal durante chuvas de verão.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) bloqueou uma mão da via com placas sinalizadoras e pedras amontoadas; a outra mão está liberada.
A autônoma Valdirene Alves conta que o desvio da ponte chega a ser de um quilômetro.
“É péssimo ter que dar a volta para desviar dessa interdição. Gasolina cara do jeito que está, um quilômetro é muita coisa para mim”, critica.
Pedestres e motoristas reclamam do caos no fluxo do trânsito, pois o tráfego na região foi afetado.
O estudante João Vinícius da Rocha Silva afirma que a ponte é necessária para o ir e vir da população local.
"Muita gente faz caminho por ela e está tendo que mudar a rota por conta do lado que está bloqueado. Já faz um bom tempo que ela está parada", reivindica.
O comércio na região também foi prejudicado devido à queda da ponte, de acordo com a gerente de loja de materiais de construção, Lysania Batista Barbosa.
Além disso, a abertura de apenas uma mão da via possibilitou a ocorrência de acidentes no local.
“Colocaram manilha e placa ali mas o pessoal continua entrando na contramão. Já vi gente tirar a placa e fita para poder passar”, disse Lysania.
“Ficam com preguiça de dar a volta, e vão cortando, principalmente moto. O pessoal não respeita a sinalização. Os acidentes não foram graves, mas acho que ainda pode acontecer algo grave”, acrescenta a comerciante.