Com semanas de vantagem, a aplicação da terceira dose de vacinas contra a Covid-19 deve começar primeiro em Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (27).
Segundo o secretário estadual de Saúde (SES), Geraldo Resende, o calendário da terceira dose foi adiantado em MS devido ao bom desempenho do Estado na campanha de vacinação.
“O Ministério da Saúde está apontando para dia 15 de setembro, mas MS está bastante avançado, já terminamos em todos os municípios a vacinação das pessoas acima de 18 anos”, reiterou o secretário.
Ontem o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a terceira dose de reforço contra o coronavírus começará a ser aplicada em idosos e em imunossuprimidos com 70 anos ou mais a partir do dia 15 de setembro.
Em MS, parte do lote de 74,6 mil imunobiológicos da Pfizer e CoronaVac, que desembarcam hoje (26) em Campo Grande já serão usados em idosos com 70 anos ou mais e profissionais de saúde da linha de frente. Os primeiros a receber as doses serão os maiores de 80 anos.
Conforme Resende, ainda não há definição sobre o horário da chegada das vacinas. “Se elas chegarem quinta-feira de noite, vamos começar a aplicação na sexta-feira. No mais tardar, a terceira dose começará a ser distribuída no sábado”, afirmou.
A vacina usada para a dose de reforço será a da Pfizer. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) prepara ainda uma resolução que contemple a terceira dose para os idosos acima de 60 anos.
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Todos os imunossuprimidos que já tomaram a segunda dose da vacina há 21 dias poderão receber o reforço. Em relação aos idosos, é necessário que este público tenha recebido a segunda dose há mais de seis meses.
Com o início da vacinação em janeiro, 71,9% dos sul-mato-grossenses já receberam a primeira dose e 41,5% dos moradores do Estado já foram contemplados com a segunda dose ou vacina única contra o coronavírus.
Resende afirmou que estudos demonstram que, a partir do sexto mês de imunização, o grau de imunidade tem decaído, principalmente nas pessoas mais velhas.
“Os idosos que já tomaram as duas doses há mais de seis meses têm apresentado queda na imunidade, principalmente em relação à idade, quanto mais idoso, menor a proteção contra o coronavírus”, frisou Resende.
A terceira dose será administrada com um diferente imunizante do primeiro ciclo contra a Covid-19.
Ou seja, quem recebeu as duas doses de CoronaVac, receberá a Pfizer, quem tomou Pfizer poderá receber a Janssen, e assim por diante. A aplicação da AstraZeneca como dose de reforço não é recomendada para idosos acima de 65 anos.
MUNICÍPIOS
De acordo com o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Rogério Leite, todas as cidades de Mato Grosso do Sul aderiram à campanha de vacinação com a dose de reforço contra a Covid-19.
Para Leite, a dose de reforço trará ainda mais segurança para a população e para os profissionais de saúde.
“Já que as altas taxas de transmissão estão diretamente relacionadas ao surgimento de novas variantes, a terceira dose visa reduzir ainda mais a sobrecarga potencial com uma onda Delta que certamente virá nos próximos meses ou semanas. Quanto mais o vírus se multiplica, mais variantes surgem”, disse o secretário.
CAPITAL
Para a aplicação da terceira dose em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) está fazendo um dimensionamento do público elegível para o reforço.
Em nota, a pasta afirmou que aguarda a definição oficial do Ministério da Saúde para a elaboração do calendário de vacinação.
“Cabe destacar ainda que o andamento do atendimento a este público está condicionado à disponibilização de doses”, disse a nota.
Segundo a Sesau, é preciso considerar ainda a reserva de vacinas para os moradores que aguardam pela segunda etapa de proteção contra a doença. (Colaborou Gabrielle Tavares).