A prefeitura de Campo Grande anunciou ontem (2), por meio do Diário Oficial do Município (Diogrande), a criação do Comitê Interinstitucional Municipal de Promoção, Proteção e Apoio aos Estrangeiros e Refugiados, suas Famílias, Crianças e Adolescentes.
O objetivo é tirar essas pessoas da marginalização e dar oportunidade para que elas busquem uma vida mais digna.
O Comitê irá criar políticas públicas especialmente voltadas à população imigrante, o acompanhamento e controle social.
Além disso, vai dar apoio e divulgação dos serviços disponíveis, mediante a criação de mais pontos de atendimento e informação para facilitar a chegada do grupo em Campo Grande.
Segundo o secretário de Governo e Relações Institucionais, Antônio Lacerda, muitas vezes, os imigrantes chegam ao país de forma ilegal e encontram dificuldades para se manter aqui.
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“A maioria desses imigrantes entram ilegalmente no país e não têm direito a saúde, educação e trabalho. Eles ficam pelas ruas”, disse o titular da Pasta.
“Uma vez que eles já estejam regularizados, poderão ter acesso a serviços essenciais Vamos conseguir empregos através da parceria com a Fundação Social do Trabalho (Funsat). Essa é uma forma que encontramos de garantir uma vida mais digna a essas pessoas”, continuou.
Mais de três mil imigrantes passaram pelas Unidades de Acolhimento Institucional entre março do ano passado até agosto deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS).
Coiotes
A situação da imigração é complexa em Mato Grosso do Sul. Como noticiado pelo Correio do Estado, em julho deste ano, todos os dias dezenas de ônibus com imigrantes, principalmente haitianos, chegaram a Cidade Branca com destino à Bolívia e outros países, como Chile, Peru, México e Estados Unidos.
Apesar de serem legalizados no Brasil, os haitianos estavam sem autorização para entrar nos outros países e estavam contando com o auxílio de coiotes para realizar a travessia. Por isso, na última terça-feira (31), A Polícia Federal realizou uma operação com o objetivo de combater a migração ilegal praticados despachantes de viagens e empresários do ramo na cidade de Corumbá.
Criminosos eram “coiotes” de cidadãos Haitianos na fronteira Brasil-Bolívia. Segundo informações, o valor cobrado por pessoa chegava a R$ 2 mil, e incluía passagem até o Chile. Durante os meses que houve a investigação, observou-se a saída de 150 haitianos pela trilha.
A investigação começou após denúncias de que pessoas estavam agindo como “coiote”. O grupo fazia a travessia dos Haitianos pela “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.
Os crimes aconteceram nos períodos da manhã e noite e entre eles estavam presentes diversas crianças e mulheres grávidas.
Na trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” de nacionalidade boliviana, que tinham a função de mostrar o percurso correto até o território do país vizinho, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos.
Foram cumpridos um mandado de prisão e quatro de busca e apreensão, todos expedidos pela 1° Vara Federal de Corumbá.
Para realizar denúncias anônimas à Polícia Federal de Corumbá, basta enviar um e-mail para [email protected] ou ligar para (67) 9 9131-9355. A PF orienta que caso o cidadão saiba de mais informações sobre este ou outros casos, devem entrar em contato urgentemente.