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Líder do PCC na fronteira, "Bebezão" é condenado a 33 anos de prisão

Weslley Neres foi preso em março deste ano e está detido na penitenciária federal de Porto Velho (RO)

Rafaela Moreira

10/09/2021 - 15h23

Um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira, Weslley Neres dos Santos, conhecido como “Bebezão”, foi condenado a 33 anos e 4 meses de prisão por integrar e a comandar organização criminosa internacional, além de tráfico internacional de drogas. 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Weslley assumiu o comando do PCC na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, após a prisão de Giovanni Barbosa da Silva, o “Bonitão”, em janeiro de 2021.

Weslley passou a ser investigado pela Polícia Federal em outubro de 2020, quando foi abordado conduzindo uma camionete relacionada a Giovanni, foragido à época. 

Natural de São Paulo, Bebezão possui vários antecedentes criminais. Ele assumiu o lugar do “Bonitão”, preso no dia 9 de janeiro, em Pedro Juan Caballero, e extraditado para o Brasil no dia 10. Na época, após a prisão, enquanto Bonitão ainda estava no Paraguai, grupo de criminosos armados com fuzis atacou a sede da polícia paraguaia, na tentativa de resgatar o líder.

Weslley foi preso em março de 2021, em Pedro Juan Caballero, junto com outras pessoas ligadas ao PCC, com posse de fuzis, munições de alto calibre e colete balístico, além de diversos veículos e aparelhos celulares. 

Últimas notícias

No momento da prisão, eles faziam uma reunião virtual com um membro da facção criminosa na Bolívia, tratando dos detalhes de uma ação. Desde então, Weslley se encontra detido na penitenciária federal de Porto Velho (RO).

Outro fato que somou à comprovação da participação de Weslley no PCC foram as interceptações telefônicas realizadas nos celulares de Giovanni. Havia uma série de conversas travadas entre os dois relacionando atividades relativas ao tráfico de drogas e à rotina da facção criminosa. 

Operação Exílio

A Operação Exílio foi deflagrada em 25 de junho de 2020 com o objetivo de identificar agentes vinculados ao PCC atuantes na região de fronteira.

Durante as investigações, os policiais descobriram que apesar do grupo ter sofrido perdas significativas em razão da Operação Exílio, deflagrada em junho de 2020 para também desarticular facções ligadas ao PCC, ele estava se reestruturando para continuar atuando no tráfico.

A operação foi concebida por meio de parceria entre os setores de inteligência da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e a Polícia Federal.

Com isso, Weslley teria sido elevado à liderança da organização criminosa em decorrência das diligências tomadas em razão da Operação Exílio – ou ‘empossado’ na função de chefia”, esclarece a sentença.

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