A partir de 2022, vacinação contra a Covid-19 deverá ser realizada de seis em seis meses em idosos a partir de 60 anos e uma vez por ano para os demais públicos.
Esta é a estimativa feita pelo secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, mas o calendário ainda não está definido.
A informação foi repassada durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande.
“Para 2022 é provável que teremos vacinação para pessoas acima de 60 anos em duas doses, de 6 em 6 meses. Abaixo de 60 anos será uma dose anual”, disse
Conforme o secretário, a queda nos números de internações, casos e mortes demonstra que há eficácia da vacina e que é importante a imunização.
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No dia 8 de outubro, o Ministério da Saúde apresentou um plano de vacinação para o próximo ano, onde está prevista a vacinação semestral para pessoas com 60 anos ou mais.
A lógica da vacinação em 2022 deixará de seguir o critério de grupos prioritários para considerar a imunização por faixa etária decrescente, ou seja, a vacinação será aberta por idade, da maior para a menor.
Para a imunização, serão adquiridas 120 milhões da AstraZeneca e 100 milhões da Pfizer, além de 134 milhões remanescentes de contratos de 2021.
“Temos que ter prudência e deixar claro que é uma doença nova, que não há histórico. Não se sabe por quanto tempo, por exemplo, fica no organismo da pessoa. Já sabemos que terá que ser uma campanha anual, teremos esse desafio de vacinar a população”, disse José Mauro Filho.
José Mauro afirmou ainda que enquanto as estratégias são traçadas para o próximo ano é importante continuar com a doses de reforço e busca ativa por quem ainda não tomou a primeira ou a segunda dose.
Com relação a quem apenas tomou a primeira dose, ele alerta que a eficácia só é completa quando é feita a segunda aplicação.
Com relação a terceira dose, José Mauro afirma que é aplicada apenas em idosos, imunissuprimidos e profissionais de saúde pois são os grupos onde foi verificado aumento de casos após um período da vacina.
Desta forma, não há previsão de que a dose de reforço seja aberta para novos públicos.
O secretário ressaltou a necessidade de que pessoas que ainda não se vacinaram procurem uma unidade de saúde ou polo de vacinação.
Além destes locais, também há a vacinação itinerante em supermercados, terminais de ônibus, feiras, entre outros.
“Estou extremamente feliz em ver que temos menos de 50 pessoas internadas em leitos de UTI, sendo que antes, durante visitas em hospitais víamos uns 150 pacientes na UTI de cada local”, disse.
“Isso é uma vitória e significa que foi acertada a aplicação de vacinas na nossa Capital. Não podemos demonizar algo que está salvando vidas”, acrescentou.
Por fim, o secretário de saúde reforça que, mesmo com o avanço na vacinação, é necessário que a população mantenha as medidas de proteção, especialmente o uso de máscaras e distanciamento físico.
"O vírus ainda está em circulação. Portanto, é necessário que as pessoas continuem se cuidando”, concluiu.