Sem conseguir atender toda a demanda dos 700 moradores prejudicados pelo temporal, prefeitura de Campo Grande pediu que empresários realizem doações para compra de telhas, roupas e alimentos.
Na sexta-feira, a cidade foi encoberta por uma densa nuvem de poeira acompanhada de fortes rajadas de vento que causaram destruição, inclusive na fiação elétrica de vários pontos da cidade. Problema que ainda persiste.
Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (18), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) afirmou serem necessários R$ 300 mil para a compra de 2,7 mil telhas, e que ele, junto a chefes do executivo municipal doarão R$ 100 mil para auxiliar essas famílias.
Trad pediu ainda que comerciantes vendam produtos com preço menor e disponibilizaou o telefone 67 3314 - 3900 para quem desejar fazer doações. Durante o evento, a Cooperativa Sicredi doou R$ 50 mil.
"O evento causou prejuízos apenas com telhas e alimentos. Algumas residências perderam objetos como móveis e televisões, mas o que realmente essas famílias precisam agora é de telhas e alimentos", disse o prefeito.
Em relação aos comerciantes que tiveram prejuízos causados pela falta de energia elétrica, como em casas de carnes e mercearias, Trad relatou que a prefeitura "estará de portas abertas" para receber reclamações, mas vai priorizar a ajuda para pessoas com maior vulnerabilidade social.
Além disso, apontou que vai se reunir com o diretor-presidente do Grupo Energisa-MS ainda nesta manhã para solicitar pressa nos reparos causados pela chuva.
"Em 40 anos de carreira nunca vi nada parecido, a tempestade atingiu uma grande parte dos nossos consumidores. Já temos quase 80% dos clientes restabelecidos" afirmou o diretor-técnico da Energisa, Paulo Roberto.
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De acordo com levantamento da prefeitura, foram 624 ocorrências de queda de árvores, obstrução de vias ou risco iminente de queda em Campo Grande.
Além disso, 121 semáforos queimaram, sendo 54 deles em locais com risco de acidentes. Deste total, 60% foram prejudicados por falta de energia elétrica. Até esta segunda, 10 sinalizações ainda não voltaram a funcionar.
Os ventos que ultrapassaram 100 km/h destelhou residências de 32 pessoas e derrubou 300, das 280 mil árvores da Capital.
Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), distribui 236 lonas e Secretaria Municipal De Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) colocou 300 servidores e 30 caminhões nas setes regiões da cidade para limpar as ruas.
Até o início da noite de ontem, pelo menos 16 bairros sofriam com falta de energia e 12 também com falta de água, situação que já ultrapassa 50 horas.