A embarcação que virou durante vendaval e deixou sete pessoas mortas em Corumbá não tinha autorização para realizar transporte turístico, segundo a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur).
O barco-hotel transportava 21 pessoas, quando virou no Rio Paraguai, no dia 15 de outubro.
Na data, Corumbá foi um dos municípios atingidos pelo forte temporal que passou por algumas cidades e registrou rajadas de ventos de até a 145 km/h.
Os turistas que estavam no barco-hotel Carcará eram de Rio Verde-GO e sete deles morreram.
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Conforme o diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, a Fundtur está acompanhando e aguardando mais informações sobre os inquéritos instaurados pela Marinha e a Polícia Civil sobre as causas do acidente.
“É importante esclarecer que a embarcação que sofreu o acidente era de propriedade particular e classificada na categoria: barco esporte e/ou recreio, transporte empregado exclusivamente para atividades não comerciais, regularizada pela Capitania dos Portos (Marinha), conforme regulamentação específica de segurança de navegação”, disse.
Segundo ele, esta categoria de embarcação não tem obrigatoriedade de ser cadastrada no Cadastro de Prestadores de Serviços do Turismo (Cadastur).
No entanto, para os chamados barcos-hotéis, o cadastramento é obrigatório, pois são oficialmente reconhecidos como meio de hospedagem pelo Ministério do Turismo.
Ou seja, na categoria em que se classificava a embarcação, de barco esporte, ela não poderia realizar a hospedagem de turistas, como estava sendo feito.
Conforme a diretora-presidente da Fundação de Turismo de Corumbá, Elisângela Sienna da Costa Oliva, a fiscalização das embarcações de transporte de turistas segue critérios rigorosos de exigências, inspeção e controle pela Marinha e órgãos competentes como a Anvisa, Secretaria de Saúde Municipal e Agência Portuária Municipal.
“No dia do acidente a prefeitura determinou que as secretarias e fundações ficassem à disposição das vítimas e familiares para prestarem assistência e apoio à Marinha”, disse.
A Marinha do Brasil, órgão responsável pela fiscalização do trânsito das embarcações nas áreas fluviais, investiga as causas do afundamento do barco e as condições que se encontravam a embarcação.
Naufrágio
O barco-hotel Carcará estava a 5km do Porto Geral de Corumbá, retornando de uma excursão de pesca no Rio Paraguai.
A embarcação naufragou na região de Tagiloma e levava 21 pessoas, apenas 14 foram salvas.
Entre as vítimas estavam os moradores de Rio Verde (GO), sendo eles Geraldo Alves de Souza, o irmão dele Olímpio Alves de Souza; Thiago Souza Gomes, neto de Geraldo Alves; e o pai do adolescente, Fernando Gomes de Oliveira.
Ele também é genro de Geraldo Alves. A outra vítima é Fernando Rodrigues Leão, amigo do grupo. Todos estavam como turistas em Corumbá e participavam de pescaria na embarcação.
As outras duas vítimas são moradores de Corumbá e trabalhavam na tripulação: o comandante Vitor Celestino Francelino e o piloteiro Mauro Rodrigues Canabarro.