Juízes de Direito de Campo Grande, promovem, amanhã, sábado, um manifesto para celebrar o "Dia da Consciência Negra", ato marcado com o propósito de combater o racismo e a desigualdade, discriminação e ainda despertar a inclusão de negros na sociedade.
Vinte de novembro, hoje, é tido no Brasil desde 2003 como o mais importante no reconhecimento dos descendentes africanos.
Em ao menos mil cidades do país festeja-se a data com feriado. Aqui em Mato Grosso do Sul, estado integrado por 79 municípios, apenas Corumbá, por decreto municipal, impôs-se a folga. No vizinho Mato Grosso, é feriado em todo o Estado.
A "Caminhada Negra", como foi batizada a solenidade ocorre a partir das 8h30 na Esplanada Ferroviária, na Avenida Calógeras, perto da esquina com a Avenida Mato Grosso.
De acordo com nota emitida pela categoria, a caminhada ocorrerá ao ar livre, seguindo os protocolos de segurança, com a obrigatoriedade do uso de máscaras.
O evento contará, também, com "tour virtual" para aqueles que não puderem comparecer.
Diretora de Promoção da Igualdade Racial da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), a juíza Flávia Martins de Carvalho disse que a manifestação "tem o objetivo de contribuir para o resgate da história e da cultura negra do país".
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Para a magistrada, “a caminhada pretende fortalecer a nossa memória em relação às contribuições do povo negro para o país, apagadas em decorrência do racismo”.
De acordo com a AMB, a "Caminhada Negra", ocorre simultaneamente em outras nove cidades: São Paulo, Piracicaba/SP, Rio de Janeiro, Salvador/BA, Olinda/PE, São Luís/MA, Ouro Preto/MG, Curitiba/PR e Porto Alegre/RS.
A presidente da AMB, Renata Gil, a intenção da solenidade é a chamar a atenção para a “necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão e contribuam para o fim da discriminação”.