Com a proximidade das festas de final de ano e o controle da pandemia de Covid-19, muitas famílias viajarão ou passarão as comemorações na casa de outras pessoas. Por isso, nessa é a época também crescem os crimes de roubo à residência.
Para tentar coibir o crime, o delegado Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf), Giuliano Biacio orienta que a utilização de câmares de segurança, criação de grupos de WhatsApp com vizinhos, entre outras medidas, podem ajudar a reduzir essa estimativa.
Para prevenir assaltos e furtos muitas delas optam por instalar em suas residências sistemas de segurança como câmeras de monitoramento, cercas elétricas e concertinas.
Biacio explica que no período de final de ano é comum que as ocorrências aumentem por alguns motivos.
Os dois principais são: a ausência dos moradores da residência e a maior quantidade de dinheiro circulando nas ruas e no comércio.
“Não tem como permanecer na residência 24 horas por dia. Então, eu sugiro que o morador, na medida das suas condições, instale algum impedimento para o criminoso, como cerca elétrica, concertina, trava nos portões e portas ou até mesmo tenha um cão de guarda para inibir qualquer ação”, orienta.
E ainda completa: “Algo que temos observado bastante é a criação de grupos de vizinhos no WhatsApp e isso tem dado muito certo porque as pessoas ficam de olho e qualquer movimentação diferente tem como avisar o dono da residência”.
O delegado ainda orienta que em caso de viagens de longa duração uma alternativa é avisar algum parente que for ficar na cidade para que ele vá verificar a casa de vez em quando.
NÚMEROS
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que entre novembro de 2020 e novembro de 2021, isto é, em um ano, os casos de roubos em Campo Grande somaram 2.969 ocorrências.
Já os furtos relatados foram 14.545, no mesmo período.
Se comparados os dois anos, no período de janeiro a novembro, os dados da Capital mostram que em 2020 o índice foi de 3.044 ocorrências de roubos, já furtos somaram 11.614 registros.
Por sua vez, em 2021, foram computados 2.730 roubos e 13.505 casos de furtos. Portanto, em relação aos roubos nota-se uma queda de 314 ocorrências e nos furtos houve um aumento de 3.436 registros.
De acordo com o delegado, o número de ocorrência de furtos sempre tende a ser superior ao de roubos porque no primeiro caso é mais fácil a consumação do crime.
“No furto a subtração do objeto, via de regra, não tem a presença da vítima, já no roubo o criminoso tem esse contato” pontua.
SEGURANÇA
Luiz Henrique Matos é proprietário de uma empresa de sistemas de segurança e confirma que houve o aumento da procura por equipamentos como câmeras, especialmente por conta de furtos.
Um dos clientes mais recentes dessa empresa, um contador de 34 anos, que preferiu não se identificar, conta que optou por instalar câmeras e cerca elétrica após um furto que aconteceu de madrugada em sua casa.
“Era 3h, eles levaram quatro capacetes. Para não ter prejuízo maior, no dia seguinte já instalei o sistema de segurança porque quando eles entraram em casa podem ter visto coisas de mais valor”, relata o contador.
Inclusive, ele diz que com essa segurança a mais consegue trabalhar mais tranquilo sabendo que sua família e seus bens estão protegidos.
KIT VIZINHO
Na semana passada a Câmara Municipal aprovou lei que institui o Kit Vizinho. A ideia consiste em um programa de ajuda mútua entre vizinhos para que um cuide a casa do outro em caso de ausência do morador em sua residência.
De acordo com essa lei, vizinhos vão compartilhar números de celular, telefone fixo ou outro meio de contato para que possa ser avisado caso algo suspeito aconteça em sua residência caso ele não esteja em casa.
A medida gerou certa controvérsia pela recomendação de que os vizinhos devem ficar a par da rotina uns dos outros para saber em que horários a residência fica vazia e precisa de mais vigilância.
Porém, em muitos lugares a medida já é realizada.
O Kit Vizinho é composto por placas ou adesivos “Vizinho Solidário” que deverão ser fixados em local visível da residência e um alarme comunitário.
Também será preciso fazer uma lista com números dos telefones dos participantes do grupo e permitir acesso às imagens de câmeras de segurança caso for necessário e elas existam na rua.
Todas as despesas com os materiais do kit serão pagas pelos integrantes do grupo.