Cidades

ESTACIONAMENTO ROTATIVO

Com o fim da Flexpark, vagas ficam sem fiscalização

Após 20 anos, o contrato da Prefeitura de Campo Grande com a empresa que operou o estacionamento rotativo na cidade foi encerrado na terça-feira (22)

O primeiro dia sem a cobrança do estacionamento rotativo em Campo Grande não contou com nenhuma orientação aos motoristas, tampouco fiscalização sobre o uso correto das vagas.  

Após 20 anos, o contrato da prefeitura da Capital com a empresa Metropark, que operou o estacionamento rotativo na cidade, foi encerrado na terça-feira (22). A falta de cobrança pelo estacionamento pode contribuir para que o problema crônico da indisponibilidade de vagas na região central seja potencializado.  

A reportagem do Correio do Estado percorreu algumas ruas do centro da Capital na manhã de ontem e foi possível notar que a maioria dos parquímetros, uma das formas de cobrança pelas vagas, já estava fechada.  

O aposentado Jaime Oliveira acredita que o fim da cobrança é positivo, haja vista que está cada vez mais caro manter um carro no cenário econômico atual.  

Oliveira reiterou, no entanto, que as pessoas precisam ter consciência de que a vaga não é de uso exclusivo. “O que não pode acontecer é os motoristas simplesmente deixarem os carros o dia todo no mesmo local”, pontuou.  

Para o comerciante Antônio Donizete, todos têm o direito de estacionar pelo tempo que for necessário.  

“Eu gostei que deixaram de cobrar pela vaga, só não pode vir outra empresa com preços abusivos. Acho que durante o dia não é perigoso deixar o carro aqui no centro. Mesmo que um funcionário da loja deixe o carro aqui o dia todo, é um direito igual para todos”, disse.  

MUDANÇAS

Conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na segunda-feira (21), entre as considerações que levaram ao encerramento do contrato com a Flexpark, nome fantasia da Metropark, a prefeitura destacou que a realização de obras de revitalização e a manutenção inviabilizam a utilização de várias vagas no centro da cidade.  

O diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg), Odilon de Oliveira Júnior, esclareceu que uma nova licitação para esse serviço já está sendo desenvolvida, com o objetivo de garantir que novas tecnologias sejam agregadas na forma de cobrança pelo estacionamento rotativo. Enquanto uma nova empresa não assume os serviços, não haverá cobrança aos usuários.    

É importante salientar que os valores das tarifas dos serviços de estacionamento rotativo adquiridos pelos campo-grandenses não utilizados até o dia 22 de março deste ano vão permanecer válidos para uso após uma nova empresa assumir os serviços.  

Para o proprietário de um estacionamento particular na Rua Maracaju, Rafael Neto, o término da cobrança das vagas rotativas no centro da cidade não deve causar grande impacto para o setor privado. “O fim da Flexpark é indiferente para nós. As pessoas costumam parar até na porta de garagens para não terem que pagar estacionamento, já é algo até cultural”, disse.  

De acordo com a prefeitura da Capital, a fiscalização e a aplicação de multas para condutas consideradas infrações de trânsito continuarão em vigor no centro da cidade. “Apenas a cobrança de estacionamento que passa a ficar suspensa com o fim do contrato com a Flexpark”, disse em nota.  

Ao Correio do Estado, o representante da Flexpark, Hélio Porto, afirmou que a empresa possui a intenção de participar  

da nova licitação para a gestão do estacionamento rotativo no centro da Capital. Ainda não há previsão de quando o certame será lançado pelo município. 

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