Enquanto a questão salarial dos professores campo-grandenses foi acertada, em Dourados a situação é oposta e, sem aceitarem a proposta feita pelo prefeito Alan Guedes, o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) de Dourados mantém a greve, com ações que vão de caminhada na tarde de hoje (24) à panfletagem pela cidade amanhã (25).
"Não é apenas como uma pauta salarial, é também de valorização da educação", aponta o presidente do Simted Thiago Coelho Silva.
Há 10 dias, 95% dos trabalhadores da educação do município aderiram à greve, mobilizando mais de 2.500 profissionais administrativos e educacionais. Além da agenda para essa semana, ontem (23) os profissionais se reuniram em frente ao Centro Administrativo Municipal (CAM). Alan Guedes, prefeito de Dourados, na última reunião realizada com o movimento — nesta quarta-feira (23) —, insistiu em manter a proposta de reajuste, de 18%, a ser pago em três parcelas neste ano.
Ao todo, a classe pede reajuste de 33,24%, sendo que esses 18% citados pelo prefeito, segundo o Sindicato, já deveriam ser aplicados na data base de abril, para que a categoria tivesse pelo menos a perspectiva de chegar ao piso nacional.
Para o chefe do Executivo Municipal, a ideia é que o magistério receba os 18% em três parcelas. A primeira seria paga na data base de abril de 8%, com o segundo pagamento realizado em agosto de 7,5% e o último, de 2,39%, para dezembro.
"A população douradense tem acompanhado nosso movimento e dado um forte apoio. Não só as entidades de classe, outras categorias, como também associação de pais e responsáveis pelos nossos estudantes da rede municipal, oferecendo forte apoio e compreensão do movimento grevista", afirma o professor o presidente do Simted.
Ainda que a secretária de Educação do município, professora Ana Paula Benitez Fernandes, aponte através de assessoria da prefeitura que "a agenda de negociações permanecerá aberta durante todo ano", o Simted afirma não haver nova reunião marcada com o Executivo para tratar do fim da greve.
Por fim, Thiago aponta que a luta dos professores é por um ensino de qualidade e trata de tranquilizar os pais de alunos. "Que os papais e mamães fiquem tranquilos. Quando nós lutamos pela educação os filhos não são prejudicados, pois, há um calendário de reposição. Os dias parados serão repostos", finaliza ele.