Após acordo entre o município, o Estado e o Consórcio Guaicurus para tentar solucionar o problema do transporte coletivo de Campo Grande, o governo de MS pagou, nesta quinta-feira (30), a primeira parcela da ajuda milionária à empresa.
O aporte é referente a gratuidade dos alunos da Rede Estadual de Ensino (REE), garantindo que a tarifa não seja reajustada até dezembro deste ano.
Ao Correio do Estado, o advogado do Consórcio. André Borges, não confirmou se a empresa irá receber a parcela de R$ 1,2 milhão do governo em julho, quando os alunos da rede municipal e estadual estiverem de férias da escola, mas, há grandes chances disso acontecer.
“Não tenho como ter certeza porque ainda não recebi o documento oficial do acordo, mas possivelmente sim”, explicou.
O representante do Consórcio ainda disse que, caso o aporte também seja pago em julho, não há como reservar esse dinheiro para compensar a gratuidade quando os alunos retornarem às aulas, pois, independente das férias escolares, a empresa continuará tendo despesas.
“Essa ajuda seria uma forma de equilibrar as finanças do Consórcio, que hoje gasta mais do que ganha. Em julho nós também temos despesas”, pontua.
De acordo com o diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon Júnior, explicou que durante a reunião entre a prefeita Adriane Lopes (Patriotas) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), ficou acordado apenas a amortização dos custos com a gratuidade, mas não a forma como esses valores serão repassados.
O diretor-presidente acrescentou também que o aporte está sendo concedido como uma forma de reequilibrar as economias da concessionária.
“Vamos fazer um reequilíbrio econômico, será para a entrada de receita, até porque o transporte também sofre com a sazonalidade das aulas”
De acordo com dados da Agereg, a gratuidade da tarifa é concedida para 3 mil alunos da rede municipal, 13 mil para os da estadual, além de 4 mil estudantes da universidade e instituto federais e escolas particulares.
Ainda tem o custo de R$ 800 mil para a gratuidade de pessoas com deficiência e de R$ 1 milhão para os idosos.