Cidades

VEJA RECOMENDAÇÕES

Instituto de Pesos e Medidas faz alerta sobre uso de GNV em automóveis

Primeiro semestre teve alta de 6,5% no número de veículos adaptados

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) do estado de São Paulo lançou uma série de recomendações para garantir a segurança da instalação do kit de Gás Natural Veicular (GNV) nos automóveis. 

Em razão da alta no preço dos combustíveis, muitos motoristas têm buscado converter seus veículos para a utilização do gás veicular – geralmente, mais barato.

De acordo com dados do Ministério da Infraestrutura, no primeiro semestre de 2022, houve aumento de 6,5% no número de veículos aprovados a utilizar o GNV no país, em relação a igual período de 2021. Em comparação a 2020, a alta foi de 47%.

Na última terça-feira (26), um veículo explodiu em posto de combustível, no Rio de Janeiro, enquanto era abastecido com GNV. 

O proprietário do veículo ficou gravemente ferido e morreu no dia seguinte. 

A causa da explosão está em investigação, mas o acidente também serve de alerta para cuidados e para a correta instalação do kit no veículo.

Recomendações

Segundo o Ipem, o motorista interessado em fazer a conversão deverá, primeiramente, procurar uma oficina registrada no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). 

A relação de instaladores registrados pode ser consultada no site do Inmetro.

Após isso, é necessário providenciar autorização prévia do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em seguida, o motorista deve escolher o kit de instalação de GNV compatível com seu veículo.

“O de terceira geração é indicado para motores aspirados ou com injeção eletrônica de mono ou multiponto. O kit de quinta geração é recomendado para veículos mais potentes e mais modernos. Se o veículo funcionar com injeção direta de combustível é usado o de sexta geração. As diversas gerações de kit´s possuem princípios de funcionamento, desempenho, manutenção e preços diferentes”, destaca o comunicado do Ipem.

O instituto também recomenda que nunca sejam utilizadas peças usadas de outros proprietários. 

De acordo com o Ipem, os componentes de origem desconhecida podem apresentar problemas sérios, como vazamentos e falta de adequação ao tipo do veículo.

“A única exceção permitida é a do cilindro de GNV, que pode ser novo ou requalificado, desde que tenha o respectivo certificado de requalificação. Também deve-se ter cuidado com produtos oferecidos em redes sociais ou comércio virtual quando não há clareza das informações do cilindro”, ressalta o instituto.

O Ipem recomenda que o motorista exija que a oficina faça uma inspeção no veículo antes da instalação. 

Problemas em velas, cabos, bateria, e na injeção eletrônica poderão comprometer a instalação do GNV e o desempenho geral do veículo.

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