Comerciantes e transeuntes reclamam da quantidade de fios soltos nas calçadas na Avenida Três Barras, próximo à rotatória. O problema é percebido, a pelo menos, duas quadras, perdura há mais de um ano e até o momento, nenhum foi reparado.
Os cabos quase tocam o chão e têm afastado pedestres, que evitam passar pela caçada pelo receio dos fios serem de alta tensão.
A companhia de eventos do empresário Silvio Eduardo Orro da Silva, de 68 anos, está localizada em frente ao local onde os fios estão mais baixos. Silva revelou que o aborrecimento é causado pelo excesso de fios de telefonia nos postes.
“Além de dar poluição visual, assusta a pessoa, fica com medo de pegar. Já aconteceu de cair na frente aqui e nem dar para entrar com o carro”, comentou.
De acordo com empresário, o problema é jogado de uma empresa para outra e ninguém consegue explicar quem deve resolver a situação. “ Já pedimos tanto, é horrível, não sabemos pra quem ligar e quando vemos algum mexendo falam “esse não é nosso. Está caindo tudo! Se você parar para analisar a cidade inteira está assim.
Atrapalha até o pedestre. Nunca vi ninguém vir aqui arrumar, só colocando mais fio, chegou um ponto que extrapolaram”, acrescentou.
Os cabos atrapalham a entrada da loja, Mauro Antônio Santos, de 59 anos, é administrador da empresa e ressaltou que para que um caminhão do estabelecimento entrasse na loja foi necessário se arriscar e mexer nos fios. “Aqui na entrada foi eu e meu filho que amarramos os fios, várias vezes aconteceu isso. Acho que não é de alta tensão”, disse.
Na loja ao lado, ainda na avenida, Jaqueline Felix, vendedora em uma Marmoraria, reafirmou que a situação é antiga. “ Foi final do ano passado e começo desse ano que a gente começou a notar que esses fios estavam muito baixo, pedestre não passa, a gente não passa, tem gente que não usa a rua porque não sabe se o fio é de alta tensão. Isso
também atrapalha a passagem do nosso caminhão quando precisa entra”, evidenciou.
A funcionária informou que a empresa já entrou em contato com as telefonias de Campo Grande e não obteve resposta.
O Correio do Estado questionou o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese (Sisep) sobre o assunto e Fiorese respondeu apenas que a pasta recebe algumas reclamações a respeito e que o problema é sim causado por empresas de telefonia e internet.
Segurança
Questionada sobre a participação da empresa nas ocorrências de fios soltos, a Energisa esclareceu que de janeiro a junho deste ano, mais de 75% das ocorrências envolvendo rompimento de cabos e fios em Campo Grande foram relacionadas a galhos de árvores em contato com a rede elétrica.
“A distribuidora reforça que fios ou cabos instalados nos postes da cidade, devem ser manuseados somente por profissionais devidamente habilitados, estando a serviço da concessionária, ou de empresas autorizadas, independente dos cabos serem de energia ou telefonia/internet”, disse em nota.
O coordenador de Construção e Manutenção da Energisa, Diego Silva, explicou que um poste é calculado para resistir a determinada quantidade de fios e ressaltou o perigo em ultrapassar o limite determinado. “Quando essa quantia é excedida, a armação pode sofrer rachaduras, provocando, inclusive, a queda do poste. Outro problema são os cabos desativados, que trazem poluição visual, e que precisam ter sua retirada realizada pelas empresas de internet”.
A reportagem tentou entrar em contato com as companhias de telefone em Campo Grande, mas até o final dessa matéria não obteve resposta.