Cidades

INVESTIGAÇÃO

Marquinhos falta em depoimento na delegacia e critica "pressa"

Ex-prefeito da Capital e candidato ao governo do Estado deveria ter sido ouvido na Delegacia da Mulher

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) criticou a pressa da Polícia Civil em ouvi-lo nesta reta final do processo eleitoral, para que ele preste o depoimento antes do dia 2 de outubro. 

Ontem, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) havia marcado o depoimento de Marquinhos Trad para o período da tarde, por meio de uma intimação entre as advogadas dele, mas Marquinhos não compareceu.

O ex-prefeito esteve no Correio do Estado no fim da tarde, para participar da rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado, e comentou o inquérito que é conduzido contra ele, quando perguntado se já havia sido intimado pessoalmente e se compareceria à Deam nos próximos dias, ele afirmou: 

“Eu vou te dizer uma coisa: a pressa é inimiga da perfeição. Por que essa pressa? Mais uma vez mostra que é algo político. Não há por que de haver uma pressa de um inquérito que está sendo esfacelado, disse Marquinhos Trad.

O ex-prefeito não compareceu à Deam, porque, segundo ele, não foi intimado pessoalmente. Advogado criminalista, o ex-prefeito da Capital foi categórico: 

“O ato de intimação é pessoal. Quem é para ir prestar esclarecimentos? Eu ou minhas advogadas?”, questionou o candidato a governador sobre o fato de suas advogadas, e não ele, terem recebido a intimação para o depoimento que havia sido marcado para ontem.

Nesta semana, o Correio do Estado publicou, em primeira mão, que o depoimento de Marquinhos Trad havia sido marcado para essa quarta-feira. Para o candidato ao governo, tratou-se de um vazamento. “Eu fiquei sabendo pelo seu jornal”, disse o ex-prefeito ao referir-se ao Correio do Estado.  

RETA FINAL

Sobre o esfacelamento do inquérito, Marquinhos Trad refere-se às denúncias feitas por supostas vítimas, de casos que estavam prescritos (com punibilidade extinta) ou com o prazo de pedir a punição dos supostos crimes ter chegado ao fim (decadência legal).

Restam cerca de cinco garotas em investigação pela Deam, embora Marquinhos Trad afirme restarem três.

O ex-prefeito é acusado por elas e investigado pela Polícia Civil pelos crimes de assédio sexual, tentativa de estupro e favorecimento à prostituição.

Marquinhos e a defesa falam em armação política. A Polícia Civil, porém, extraiu conversas que garotas tiveram com Marquinhos, por meio de telefone celular, em que elas falariam de relações sexuais e promessas de trabalho na prefeitura.  

O inquérito foi aberto em 5 de julho e já teve duas prorrogações. O Correio do Estado apurou com a Polícia Civil, porém, que toda a investigação está praticamente completa, só faltando o depoimento do ex-prefeito e principal investigado, o último ato para necessário para que o inquérito seja relatado.

Depois que a delegada Maíra Pacheco Machado concluir o inquérito, há dois caminhos a serem tomados: o indiciamento do ex-prefeito ou a solicitação de arquivamento ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

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