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Coronel David protesta contra pessoas trans usarem banheiros femininos das escolas de MS

Deputado estadual disse que vai pedir revogação de nota técnica do governo de MS, entretanto, disse que sua posição 'não tem caráter discriminatório'

Eduardo Miranda

28/12/2022 - 19h32

O deputado reeleito Carlos Alberto David dos Santos, o coronel David, do PL, recorreu às redes sociais para protestar contra a deliberação publicada na segunda-feira passada, dia 26, no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, que propõe que meninas e mulheres travestis e transexuais devem “utilizar o banheiro feminino e meninos e homens transexuais devem utilizar o banheiro masculino”.

A proposta surgiu por meio de uma nota técnica produzida pelo Conselho Estadual LGBT de MS. Os banheiros em questão ficam em escolas públicas.

Em sua conta no Instagran, o parlamentar, mostra, primeiro, um vídeo que teria sido gravado na Universidade de Brasília, a UNB, com cenas de uma eventual discussão envolvendo uma jovem e uma pessoa transgênera. Presume-se que o bate-boca tenha ocorrido num banheiro feminino.

Logo depois, o deputado aparece e diz: “Em toda a minha trajetória pessoal e profissional sempre atuei em defesa dos direitos individuais e das minorias, mas não é possível admitir que as mulheres, que tanto lutaram e lutam por seus espaços, vejam sua privacidade e segurança ameçadas”.

Daí, na sequência, coronel David, dá um recado: “já encaminhei ao governador o requerimento de cancelamento e/ou proibição da autorização para utilização de banheiros em ambientes escolares por pessoas transfêneras, conforme constante na Deliberação CELGBT/MS número 1, de 21 de dezembro de 2022, publicada no Diário Oficial Eletrônico número 11.022, de 26 de dezembro de 2022”.

A sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros) é um movimento que, para seus integrantes, é de “origem civil e social e  busca defender a aceitação de pessoas LGBT na sociedade”.

O parlamentar define o comunicado assim: “meu posicionamento não tem caráter discriminatório e não faz qualquer menção ao nome social, que é garantido por Lei Federal. Trata somente de resguardar direitos e liberdades constitucionais”.

O governo estadual ainda não se manifestou sobre o requerimento do deputado.

A COMISSÃO

A comissão LGBT, conforme a nota técnica, possui 4 (quatro) assentos, ocupados por 3 (três) órgãos governamentais e 1 (uma) organização não governamental que atua na área da educação, quais sejam: 1) Secretaria de Estado de Educação, 2) Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas LGBT, 3) Defensoria Pública Estadual e, 4) Centro Universitário UNIGRAN Capital.

Ainda segundo a comissão: “cumpre-nos destacar que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) figura, no ato deliberatório, como instituição convidada a colaborar e acompanhar todo o processo de construção do documento em questão”.

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