Cidades

ACOMPANHAMENTO

Ministério Público de MS abre inquérito sobre demarcação de terra indígena em Naviraí

Qualidade da educação indígena no município de Naviraí, também está entre as investigações

Judson Marinho

05/02/2023 - 15h00

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul (PR-MS), abriu inquérito no inicio deste mês de fevereiro, para acompanhar as tratativas referentes a retomada dos Guarani Kaiowa, a terra indígena Kurupi/Santiago Kuê no município de Naviraí.

A área foi revindicada pelos indigenas, como uma terra ancestral da etnia, segundo o documento de investigação do  MPF-MS, o local retomado, faz parte das áreas listadas no Compromisso de Ajustamento de Conmduta firmado pela FUNAI com o MPF, no qual se registrou a finalização dos estudos demarcatórios de diversas áreas reivindicadas por comunidades indígenas no Conesul de Mato Grosso do Sul.

Em junho de 2022, foi registrado segundo MPF, conflitos entre indigenas e fazenderios do "Balneario Tejuí", em uma tentativa de ocupação, onde está presente a sede desta fazenda.

O local revindicado pelos indigenas também faz parte do macro território Dourados-Amambai Pegua II, em Naviraí (MS).

A retomada, segundo os indígenas, se justifica pelas diversas ameaças que voltaram a sofrer dos fazendeiros na região e, ao mesmo tempo, por medo das demarcações sofrerem retrocessos no atual cenário político em que a Funai está inserida e com a retirada de pauta do julgamento do Recurso Extraordinário.

Pela vulnerabilidade do local onde os indígenas se encontram, que permite o acesso tanto pela rodovia quanto pela mata próxima à fazenda, a comunidade de Kurupi teme por ataques.

Existe contra este território um longo histórico de violência e violações, como queima deliberada de barracas e até mesmo casos de tortura.

EDUCAÇÃO

O Ministério Publico Federal também abriu um inquerito no mês de janeiro, para investigar a qualidade do ensino, que está levada para os estudantes de uma Escola Indigena de Sidrolândia.

Segundo consta na portaria publicada pela entidade, a Escola Municipal Indígena Cacique Armando Gabriel será acompanhada, para ser averiguado se os professores que lecionam na unidade educacional, possuem a graduação necessária para exercerem o cargo.

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