Cidades

NEGOCIAÇÃO

Professores da Capital aceitam contraproposta de 14,95% do piso salarial

A categoria aprovou a proposta de pagamento escalonado; o documento será enviado para nova análise da prefeitura

Patrick Rosel

17/06/2023 - 12h00

Os professores do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) aprovaram nesta sexta-feira (16), a proposta da Prefeitura de pagamento escalonado de 14,95% do reajuste do magistério. O documento seguirá agora para análise da prefeitura.

Cerca de 8 mil servidores da educação aceitaram a contraproposta da prefeitura do parcelamento do reajuste. O pagamento será dividido em três vezes: 5% em outubro, 5% em janeiro e 4,95% em maio de 2024. Seguindo a determinação nacional, a categoria acrescenta reposição salarial de 30% para setembro, totalizando 70% do piso nacional.

Ainda conforme a proposta, em 2025, os professores municipais com carga horária de 20h receberiam reposição de 100% do piso e 12% de reajuste em setembro, totalizando 68,10%. Em 2026, seriam a reposição do piso em 100% e 14% de reajuste em setembro, totalizando 77,63%. 

Em 2027, os professores pedem 16,69% de reajuste além da reposição do piso, alcançando 90,69% da lei e a proposta finaliza em 2028, com a incorporação da verba indenizatória de 10,39%, alcançando 100% do Piso para 20h.

Conforme o presidente da ACP, Giovano Bronzoni, a expectativa agora é que a proposta seja cumprida exatamente como foi estipulado na lei. “Já tínhamos que ter recebido e isso não acontece com as contas que estamos pagando”, afirmou.

“Vamos continuar pedindo o cumprimento do plano de carreira, a eleição nas escolas e a realização do concurso público, entre outros pontos. Apesar da prefeita Adriane Lopes (PP) sempre nos receber, nossas reivindicações não avançam na velocidade que queremos”, acrescentou Bronzoni.

Piso do magistério

O reajuste salarial dos professores da Reme está previsto na Lei Municipal nº 6.796/2022, aprovada em março pelo então prefeito, Marquinhos Trad (PSD), que prevê uma correção gradual, de abril deste ano a outubro de 2024, até atingir o piso nacional. O primeiro reajuste previsto, em abril, de 5,03%, foi recebido pelos profissionais.

O tema vem sendo debatido pelos profissionais da educação desde o início do ano. Em maio, a ACP concordou em assembleia discutir com a prefeita Adriane Lopes sobre o reajuste do piso de 20h. 

“A categoria decidiu por ampla maioria de votos, aceitar discutir com a prefeita a repactuação da lei 6796, desde que, não perca a essência e o objetivo do piso 20 horas municipal, que, a verba indenizatória seja incorporada, ao final, ao atingir 100% e que seja para toda a categoria”, disse Bronzoni na época.

 

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