Oito guardas municipais de Ponta Porã foram presos na manhã desta terça-feira (27) acusados de cobrarem propina de pequenos contrabandistas, principalmente de cigarros, que buscam produtos no Paraguai e revendem do lado brasileiro.
A investigação, que é a terceira fase da Operação “Deviare, foi comanda pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), e teve apoio de policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF)
Conforme nota do MPE, “o desdobramento das investigações do GAECO, depois das fases anteriores da Operação "Deviare", a partir do material apreendido, especialmente telefones celulares, identificou outros oito guardas municipais que usavam de suas funções públicas para rotineiramente solicitar e auferir vantagens indevidas, na região de fronteira, de pessoas em situação ilegal, sobretudo de pequenos contrabandistas (sacoleiros), em um quadro de corrupção sistêmica”.
Agora, já são 26 guardas municipais de Ponta Porã envolvidos em “associação criminosa, peculato, comércio ilegal de armas de fogo e demais delitos correlatos”, conforme o MPE.
O nome da operação faz alusão ao ato de desviar (em italiano), já que a investigação do GAECO se iniciou em razão do desvio de armas de fogo e munições por parte de guardas municipais em uma ocorrência de tráfico de drogas, em agosto de 2021.
A Guarda Municipal tem 68 integrantes e após mais essa fase das investigações, sobraram somente 42 para dar continuidade aos trabalhos em Ponta Porã. O Correio do Estado procurou o secretário municipal de segurança pública, Marcelino Nunes, para falar sobre a prisão dos guardas e ele se limitou a informar "que aguarda o jurídico".