Cidades

Lentidão no trecho

Fiscalização sobre a ponte do Rio Paraguai barra passagem de bitrens

A fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, na manhã desta quarta-feira (17), teve como alvo carretas bitrem que não possuem mais autorização de circular na ponte

Laura Brasil

17/01/2024 - 19h00

A ponte do Rio Paraguai, localizada na BR-262, que vem causando transtornos desde que apresentou problemas estruturais e precisou passar por reparos, apresentou lentidão no trecho.  Devido à fiscalização realizada pela Polícia Rodoviária Federal. 

A fiscalização das carretas foi o suficiente para formar uma fila de caminhões. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (17),  para verificar as documentações da Autorização Especial de Trânsito (AET).

O alvo da fiscalização foram as carretas bitrem, de 9 eixos, que pretendiam atravessar a ponte. Já que conforme informou a PRF algumas das  AET, documento responsável pela autorização de circulação de veículos em rodovias federais, não permite mais que  veículos pesados atravessem a ponte do Rio Paraguai. 

Como no caso das carretas bitrem que   transportam minério de ferro. A AET, específica, por exemplo o peso da carga, entre outras normativas. 

A ponte passa por manutenções por isso, várias carretas tiveram que desengatar o semi reboque para atravessar a ponte e retornar para buscar. O que acabou gerando o congestionamento.

 

Reparos

Ao mesmo tempo, em que ocorria a fiscalização, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) estava fazendo reparos de recuperação das lajes de balanço com a instalação de radares. Uma balança será instalada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) com a expectativa de começar a operar na próxima semana. 

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, os reparos executados pela ENGR Engenharia foram avaliados em R$ 1.678.594,19. Justamente para recuperar as estruturas das lajes de balanço e realizar a substituição dos aparelhos de apoio, assim como juntas de dilatação danificadas.

Durante pelo menos cinco meses o tráfego irá sofrer interrupções em alguns períodos do dia, conforme previsto no contrato. No entanto, a Agesul estima que a entrega da obra ocorra antes do período estimado. 

A empresa Finger & Sommer Engenharia e Consultoria foi contratada para “inspeção especial, elaboração de projeto executivo e supervisão de obras para recuperação e recondicionamento da estrutura da ponte”. O custo deste projeto será de R$ 714.408,43.

A ponte, que fica a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, está com o tráfego em meia pista desde 21 de março deste ano. Por conta disso, o Governo do estado desembolsa uma média de R$ 330 mil mensais para fazer esse controle de pare e siga, já que existe a necessidade de manter funcionários no local durante 24 horas por dia 

Com 1.890 metros de comprimento e inaugurada em maio de 2001, a ponte era pedagiada até setembro do ano passado, com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga. Em média, a cobrança rendia R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses de 2022.  

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo foi de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.

Esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008, e rendeu em torno de R$ 430 milhões, levando em consideração o faturamento do último ano de concessão.

Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35%  do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%.

Em troca da cobrança de pedágio, a empresa Porto Morrinho tinha a obrigação de fazer a manutenção da estrutura. Mas, ela foi devolvida e dois meses antes do fim definitivo do contrato com a concessionária, o tráfego já estava em meia pista justamente porque a manutenção não foi realizada. 

Nos primeiros oito meses depois do fim da cobrança de pedágio, entre setembro do ano passado e maio deste ano, a concessionária continuou cuidando da ponte. Neste período, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões. Atualmente, a empresa que controla o tráfego é e empresa RR Ceni Terraplanagem, que tem uma série de outros contratos com a administração estadual. 

** Colaborou Neri Kaspary 

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